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"Sou um servo do público", diz Márcio Vitor sobre escolha do pagodão para música do Carnaval

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Márcio também avaliou sobre o modelo atual de escolha das músicas do Carnaval  |   Bnews - Divulgação Tiago Di Araújo/BNews

Publicado em 04/03/2025, às 20h41   Tiago Di Araújo e Maurício Viana



Ao ser questionado sobre a fórmula do sucesso para ser um ícone do Carnaval, o cantor Márcio Vitor relembrou nesta terça-feira (4) momentos de sua história e a importância que tiveram para que ele chegasse onde está.

"Eu comecei no Badaway. O Badaway é um grupo, uma forché aqui de Salvador, que é muito representativo para a gente. A nossa ancestralidade está presente, e isso não só falada por mim, é falada por todos e aceito por todos. A gente respeita todas as religiões, mas vim do Badaway, vim do Candomblé, vim do Gueto, vim da periferia, trazer essa responsabilidade, passa um filme da minha infância até hoje e ganhar títulos de música do Carnaval, foi colocar o pagodão que vem das periferias na vitrine para o Brasil e para o mundo inteiro", afirma.

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O cantor relembrou o momento em que levou suas músicas para os Estados Unidos, vendo os norte-americanos cantando seus sucessos. Além disso, ele opinou a respeito do atual modelo de escolha da música do Carnaval.

"A gente tocou esse ano em Newark, do lado de Nova York, colocamos 40 mil pessoas em Nova York cantando as músicas da gente. Isso é muito bacana. O Carnaval, eu acho que precisa concentrar mais ainda na força do prêmio da música do Carnaval, como era antigamente que tinha um prêmio que realmente formava a música do Carnaval", discorre.

Márcio afirma que é o momento do prêmio voltar a ter força, e completa contando sobre a música Molen-Molen, sua aposta para o Carnaval 2025.

"Ficou disperso, cada um faz uma enquete, mas, Molen-Molen além de ser uma música forte no Carnaval, eu já me sinto campeão e só está sendo indicado mesmo com tantos títulos, né? Ivetinha também está com a música muito boa, que merece muito, eu amo muito a Ivete, a minha amiga. Daniela também está com a música linda, acho que todos os artistas se empenharam, voltaram a crescer nessa vontade de ganhar música do Carnaval. Mas Molen-Molen ela fez uma coisa que é trazer o pagodão raiz pra cena de volta, e isso o público estava pedindo, eu sou um servo do público, aí faço o que o povo quer", completa.

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