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“Au, que sono!”: Pesquisa revela quem começa a se mexer primeiro quando cães dormem com seus donos

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Pesquisa acompanhou 25 pessoas e 38 cães durante quatro semanas e descobriu quem costuma se movimentar primeiro durante a noite  |   Bnews - Divulgação Unsplash / Ilustrativa
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 15/10/2026, às 11h43 - Atualizado às 11h56



Uma pesquisa da Universidade de Toronto, no Canadá, indica que os tutores podem interromper o sono dos próprios cachorros com mais frequência do que imaginam.

Publicado na revista científica PLOS One, o estudo acompanhou 25 pessoas e 38 cães durante quatro semanas e não identificou prejuízos significativos na duração ou na eficiência do sono humano associados ao compartilhamento da cama com os animais.

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Humanos se movimentam antes dos cães

Para investigar os hábitos noturnos, os pesquisadores utilizaram acelerômetros, aparelhos que registram movimentos corporais continuamente. Os participantes usaram os dispositivos nos pulsos, enquanto os cachorros tiveram os sensores presos às coleiras. Também foram aplicados questionários sobre a percepção dos tutores a respeito da qualidade do próprio descanso.

Os registros mostraram que a atividade noturna de humanos e cães costuma estar sincronizada. No entanto, a análise da sequência dos movimentos revelou que, em muitos casos, as pessoas começavam a se movimentar antes dos animais.

Entre as duplas que apresentaram uma relação clara entre os padrões de atividade, 45% registraram movimentos humanos antes dos caninos. Em 18% dos casos, os cães se movimentaram primeiro. Nos outros 36%, a atividade dos dois ocorreu praticamente ao mesmo tempo.

Os resultados sugerem que os tutores podem despertar seus animais durante a noite com mais frequência do que os cachorros interrompem o sono dos donos.

Dormir com o cachorro prejudica o descanso?

A pesquisa não encontrou alterações significativas na duração ou na eficiência do sono das pessoas que dividiam a cama com seus cães. Também não foram identificadas mudanças relevantes na atividade noturna dos animais relacionadas ao local onde dormiam.

Os pesquisadores resumiram os resultados no artigo: “dormir juntos não teve efeito sobre a duração ou a eficiência do sono dos humanos nem sobre a atividade noturna dos cães”.

A percepção dos tutores, porém, nem sempre correspondeu aos dados registrados pelos aparelhos. Alguns participantes relataram incômodo com os movimentos dos cachorros durante a noite, mas as medições não apontaram uma redução significativa na qualidade do descanso atribuível à presença dos animais.

O trabalho também destacou possíveis diferenças entre a avaliação pessoal do sono e os indicadores objetivos utilizados para medi-lo. Segundo os autores, “podem existir discrepâncias entre as medições objetivas e as avaliações subjetivas do sono”.

Estudo tem limitações

Apesar dos resultados, os pesquisadores recomendaram cautela na interpretação das descobertas. A investigação contou com apenas 25 pessoas e 38 cães e não incluiu um grupo de controle formado por participantes que dormissem sem animais de estimação.

Os autores apontaram a necessidade de novas pesquisas com amostras maiores e cães de diferentes idades e raças para aprofundar a análise sobre a relação entre o sono dos tutores e o de seus animais.

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