BNews Pet
por Natane Ramos
Publicado em 01/02/2025, às 12h00
A esporotricose felina é uma zoonose fúngica, causada pelo Sporothrix schenckii, que afeta os gatos e pode ser transmitida para os humanos. Segundo um levantamento de dados recente, a cidade de São Paulo listou o aumento de 41,3% dos casos da doença.
Com esses números crescentes, a médica veterinária gerente de produtos da Avert Saúde Animal, Mariana Raposo falou sobre a manutenção da higiene ambiental para a saúde dos animais. "No início da manifestação clínica as lesões podem ser confundidas com qualquer outro ferimento comum dos gatos, sendo a ferida na pele a principal queixa dos tutores no consultório veterinário. Os animais contaminados apresentam uma ferida profunda, com bastante crosta e de difícil cicatrização", declarou.
A esporotricose pode aparecer de três formas diferentes, sendo elas:
Cutânea: O fungo se espalha para os linfonodos próximos às lesões, causando inchaço e dor. As lesões podem seguir as vias linfáticas, formando nódulos ao longo delas.
Linfocutânea: O fungo se espalha para os linfonodos próximos às lesões, causando inchaço e dor. As lesões podem seguir as vias linfáticas, formando nódulos ao longo delas.
Disseminada: A forma mais grave, em que o fungo afeta órgãos internos, como pulmões, ossos e articulações. É rara, mas pode ser fatal se não tratada rapidamente.
"Para minimizar as chances de infecção, os tutores devem adotar algumas medidas simples que reduzem a chance de infecção do pet. Primeiramente, é importante evitar que o gato tenha acesso a áreas externas como jardins, terrenos baldios e locais com vegetação densa, que estão mais propensos a abrigar o fungo causador da esporotricose. Ao limitar o acesso do animal a esses ambientes, evita-se o contato com o solo e as plantas contaminadas", informou.
A profissional também explicou como funciona o tratamento contra a doença. "O tratamento é feito com o uso de medicamentos antifúngicos orais específicos seguindo o protocolo estabelecido pelo médico veterinário responsável pelo animal. É importante que o tutor siga as orientações do profissional e realize o protocolo completo, pois o fungo pode permanecer ativo no organismo do felino mesmo que ele não apresente mais sintomas evidentes", afirmou.
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