BNews TV
por Tácio Caldas com colaboração de Vitória Oliveira
Publicado em 03/09/2025, às 16h45
O atual titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), Luiz Carlos, concedeu entrevista à Baiana FM e à BNews TV. A participação do secretário aconteceu no início da tarde desta quarta-feira (03). Durante a entrevista, o responsável pela Seinfra foi questionado sobre uma denúncia recebida pelo BNews.
Trata-se de um imóvel que está localizado na 2ª Travessa Candelabro, em Pirajá, bairro de Salvador, que está condenada pela Prefeitura de Salvador. Sobre este assunto, o secretário revelou ações para as problemáticas apresentadas.
Fazer o projeto da encosta. Este é o primeiro passo. [...] O que deve ter acontecido ali. Deve ter um cano de água ou de esgoto despejando, escorrendo em cima do talude. Você vai mexendo com o maciço, vai destruindo a sustentabilidade daquele talude. Chega uma hora que aquilo começa a escorregar. [...] Tem dois caminhos. A pessoa que construiu, sabendo que ela tem uma construção irregular e que é inabitável, fazer a demolição disso. A prefeitura, quando for fazer a obra, vai fazer (a demolição), ainda que não seja da sua responsabilidade, mas tem que fazer. Isso deve ser feito e normalmente é feito quando vai fazer a obra”, informou o Luiz Carlos, secretário da Seinfra.
Antes de falar dessas soluções, o secretário explicou porque nenhuma atitude já foi tomada para solucionar o problema no local. De acordo com ele, o problema é pela quantidade de áreas de risco que também precisam ser resolvidas.
Antes de falarmos da solução, a gente precisa entender qual a origem dos problemas. Nós temos hoje em Salvador mais de mil polígonos de áreas de risco. Em sua maioria são por construções irregulares. [...] as pessoas escavam uma encosta sem nenhum apoio técnico. [...] às vezes os vizinhos só denunciam quando tem o problema, mas quando está no processo, não liga. A gente tem diversos problemas como este e, infelizmente, é um problema que avança. [...] Identificando o problema, a gente parte para uma possível solução”, ponderou.
“[...] Não tem braço e nem recurso para solucionar tudo em tempo recorde. Um projeto de uma encosta, a depender do projeto, leva três a quatro meses para fazer. [...] Porque você tem que fazer a sondagem, entender o tipo de solo... Depente do tamanho da encosta e da acessibilidade. [...] Tudo isso vai depender muito do projeto e do tamanho da encosta”, concluiu o secretário Luiz Carlos.
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