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Joice Hasselmann diz que se arrepende ‘todo santo dia’ de ter apoiado Bolsonaro

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‘Sabia que ele era despreparado, mas não sabia que era desonesto’, completou ela

Publicado em 16/04/2021, às 10h03    Reprodução/Twitter    Redação BNews

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmou nesta sexta-feira (16), em entrevista ao programa PNotícias, que se arrepende “todo santo dia” de ter apoiado a campanha à Presidência, em 2018, de Jair Bolsonaro.

“É muito difícil para mim, porque fui a primeira mulher conhecida no cenário nacional a realmente abraçar a campanha de Bolsonaro. Ele tinha em torno dos 4% das intenções de voto antes da gente começar o projeto com ele. Ele não sabia o que era liberalismo, ia na minha casa para eu dar aula para ele sobre isso. Eu ensinava sobre privatização, porque ele era teimoso, achava que não tinha que privatizar nada. Só que, por mais que ele fosse despreparado, eu tinha certeza que ele era honesto. Quando eu me dei conta de que, além de despreparado, ele era desonesto, meu mundo caiu. Bolsonaro é uma farsa, um malandro que vendeu o país”, comentou a parlamentar. 

Joice também falou sobre a CPI da Covid, instaurada pelo Senado na terça-feira (13) e que vai investigar a gestão do governo federal no enfrentamento da pandemia, com possibilidade de apurar também as ações de estados e municípios. Segundo ela, a Comissão Parlamentar de Inquérito “é algo que pode ser bom para o Brasil”, mas “não é o que parece que vai acontecer”. 

“O presidente do Senado [Rodrigo Pacheco (DEM-MG)] fez de tudo para a CPI não ser instaurada, o Supremo Tribunal Federal precisou ordenar. Eu sou muito crítica ao STF, mas nesse caso a Corte acertou. Agora, se realmente investigarem porque nós temos a pior gestão contra o coronavírus no mundo e quem são os responsáveis por isso, aí a comissão cumprirá o seu papel e quem terminará o mandato será Hamilton Mourão [atual vice-presidente] e não Bolsonaro”, afirmou.

Sobre a CPI das Fake News, cujo presidente é o senador baiano Angelo Coronel (PSD), Joice criticou o fato de estar parada desde o início da pandemia. “Esse negócio de não poder tocar a CPI para evitar aglomeração é conversa para boi dormir, me desculpe o Angelo Coronel. O mundo inteiro está trabalhando online, isso não é desculpa. O nome disso é enrolação para conseguir enterrar o caso, porque o material que tem ali é para muita gente ir algemada direto para a cadeia.”

A deputada também revelou que está “atrás de uma terceira via” para apoiar nas eleições de 2022. “Um centro-direita para realmente retomar a economia e recuperar o Brasil”, disse. Quando perguntada se Ciro Gomes (PDT) seria uma opção, ela negou: “eu não me imagino apoiando Ciro, porque ele tem uma visão mais de esquerda. Mas acho ele inteligente, brinco sempre que ele é o Lula que leu”, completou. 

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