Cidades

Ex-coordenadora de abrigo é denunciada por desviar R$175 mil de mulher com deficiência na Bahia

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Ex-coordenadora do Abrigo Lar Feminino é acusada de apropriação indevida de benefícios assistenciais e de uma poupança  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Cauan Borges

por Cauan Borges

borgesjornalismo2023@gmail.com

Publicado em 17/10/2026, às 08h23



Uma ex-coordenadora do Abrigo Lar Feminino de Ilhéus, no sul da Bahia, foi denunciada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) sob acusação de desviar recursos financeiros de uma mulher com deficiência intelectual acolhida na instituição. Segundo a investigação, o prejuízo chega a R$175.080,70, em valores que teriam sido retirados entre 2018 e 2025.

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A denunciada, Sayonara Santos Silva de Oliveira, responde por peculato e por infrações previstas na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. A Justiça recebeu a denúncia no último dia 10, e o caso foi encaminhado à 1ª Vara Criminal de Ilhéus.

De acordo com o MPBA, a mulher dependia do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e não tinha vínculos familiares. Durante o período em que esteve à frente do abrigo, Sayonara teria assumido o controle dos recursos da assistida, incluindo os valores mensais do benefício e uma poupança que acumulava mais de R$51 mil.

A apuração aponta que os pagamentos do BPC deixaram de ser destinados à mulher e teriam sido apropriados sem prestação de contas. A poupança também teria sido praticamente esvaziada por meio de saques, transferências, compras e pagamentos que, segundo a denúncia, beneficiaram a própria investigada e terceiros.

O Ministério Público afirma ainda que a ex-coordenadora teria contratado empréstimos consignados e um cartão de crédito consignado em nome da mulher. Os valores liberados teriam sido apropriados, enquanto as parcelas das operações eram descontadas do benefício assistencial da vítima.

Segundo o promotor de Justiça Pedro Nogueira Coelho, mesmo depois de deixar a coordenação do abrigo, Sayonara teria retido por mais de sete meses o cartão usado para receber o benefício e continuado a sacar o dinheiro.

Na ação penal, o MPBA pede a condenação da denunciada e que a Justiça estabeleça um valor mínimo para reparar os danos financeiros sofridos pela mulher. As acusações ainda serão analisadas no curso do processo.

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