Cidades

Ex-diretora de escola que proibiu lanche de aluno autista vai receber elevada aposentadoria; confira o valor

Ex-diretora de escola que proibiu aluno com autismo de levar lanche tem aposentadoria voluntária publicada - Reprodução/TV Subaé
O aluno, diagnosticado com autismo, tinha documentos que comprovavam seletividade alimentar  |   Bnews - Divulgação Ex-diretora de escola que proibiu aluno com autismo de levar lanche tem aposentadoria voluntária publicada - Reprodução/TV Subaé
Bruna Ferraz

por Bruna Ferraz

Publicado em 07/09/2024, às 13h45



A diretora do Instituto de Educação de Tempo Integral Gastão Guimarães, um dos colégios públicos tradicionais de Feira de Santana, localizado a cerca de 100 km de Salvador, Alfreda Maria Silva Campos Neta Xavier, teve sua aposentadoria voluntária publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta sexta-feira (6).

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A escola ganhou notoriedade após um estudante com espectro autista ter sido proibido de levar seu lanche. Segundo a mãe do adolescente de 14 anos, ele possui seletividade alimentar severa, uma condição comum em muitas pessoas com autismo, o que faz com que ele só aceite certos alimentos e rejeite outros por causa de cheiros e texturas.

O colégio justificou a proibição alegando que não permite lanches externos para evitar alimentos estragados e o risco de contaminação. No entanto, uma semana após a denúncia, a diretora foi afastada das atividades e, segundo a Secretaria de Educação da Bahia (SEC), substituída pelo vice-diretor da instituição.

De acordo com o DOE, Alfreda Maria se aposentará com um valor total de R$ 15.983,51, distribuído da seguinte forma:

  • Vencimento: R$ 4.975,94
  • Avanço Horizontal incorporado (30%): R$ 1.492,78
  • Adicional por Tempo de Serviço incorporado (37%): R$ 1.841,10
  • CET incorporado - Vencimento Básico (45,83%): R$ 2.280,47
  • Atividade de Classe incorporada (31,18%): R$ 1.551,50
  • Gratificação de Aperfeiçoamento Profissional incorporada (50%): R$ 2.487,97
  • Estabilidade Econômica: R$ 1.353,75

O estudante ingressou na escola no início deste ano, mas sua família afirma que ele não recebeu o Plano de Educação Individual (PEI), destinado a alunos com necessidades especiais. A mãe do adolescente, Jandira Carla Oliveira, destacou que a instituição tinha acesso a toda a documentação de um neurologista que explicava a seletividade alimentar do filho.

Jandira também relatou que, após o incidente, tentou dialogar com a diretora. Como não obteve resposta, denunciou a situação ao Núcleo Territorial de Educação e ao Conselho Tutelar no dia 16 de agosto. Desde então, o estudante não retornou à escola.

A mãe ainda afirmou que a então diretora sugeriu que, caso não estivesse satisfeita com a abordagem da escola, procurasse uma instituição particular de ensino.

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