Cidades

Família de vítima de feminicídio em Serra do Ramalho critica lentidão da investigação: “Ninguém dá notícia para a gente”

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Caso da vítima de feminícidio aconteceu na cidade que fica no oeste da Bahia em 2025  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais / Montagem BNews
Tácio Caldas

por Tácio Caldas

tacio.caldas@bnews.com.br

Publicado em 31/01/2026, às 21h47 - Atualizado às 21h47



A ex-secretária de Educação do município de Serra do Ramalho, no Oeste da Bahia,Maria Aparecida Rosa da Silva, foi encontrada morta em novembro de 2025. O ex-namorado da vítima é apontado pela família como o principal suspeito do crime, mas, até o momento, nenhum investigado foi formalmente responsabilizado. Em entrevista exclusiva ao BNEWS, um familiar da vítima afirmou que as investigações não avançaram.

De acordo com ela, a mestra em educação e cultura e professora da rede municipal, perdeu a vida de forma bruta e, por ter ocorrido próximo ao recesso de final de ano, nenhuma informação foi passada para a família. “Ela foi assassinada de forma bruta [...] a própria polícia demonstrou interesse no início, mas aí, quando a gente procurava informações, ia à polícia, ninguém sabia de nada, era recesso do final de ano”, desabafou.

“Até conseguimos falar com uma pessoa que estava diretamente envolvida no caso, mas a pessoa, simplesmente, não nos deu nenhuma notícia sobre o inquérito, não nos deu nem o número do inquérito. [...] (Eles) fazem pouco caso. A gente estava querendo que pedissem a quebra do sigilo telefônico dela e a polícia se recusou. (Só) querem fazer o da pessoa que estou acusando [...] A quem interessa esconder quem foi o culpado pela morte dela? Se a Polícia Civil, que estava se mostrando tão atenciosa no início do caso, agora está se mostrando passiva, com qual interesse?”, desabafou.

A fonte, que optou por preservar a identidade por medo, ainda questionou a necessidade de buscar ajuda privada para fazer o caso andar. “Eu vou ter que procurar um advogado para isso? Existe a morte de uma pessoa e alguém precisa pagar por isso. Existe uma pessoa foragida, uma pessoa totalmente ligada a ela, a última pessoa que falou com ela por telefone, e ninguém dá notícia para a gente. Se tá investigando, se está apurando. A família dele fica aí ‘arrotando’ soberba o tempo todo no meio da rua, que ele tá lá vivendo a vida dele como se nada tivesse acontecido. Então a gente exige uma resposta, a gente quer uma resposta”.

“O ex-namorado dela fugiu na madrugada do crime. É a pessoa que queremos que seja pelo menos interrogada e nem isso ele foi ainda. Só um familiar dele foi (ouvido) e alegou que a viagem dele já estava marcada, programada, porém ele já responde na Justiça por um outro crime que ele já tinha cometido antes, ele presta serviços comunitários no município, ele não informou à Justiça que iria viajar. Como ele estava programando a viagem dele, sendo que ele não informou à Justiça, já que ele deve favor à Justiça? A polícia se omite de dar notícia para os familiares [...] A gente só quer que a polícia tome as providências que têm que ser tomadas, porque existe uma pessoa foragida, a última pessoa que mandou mensagem”, ponderou.

Procurada pelo BNEWS, a Polícia Civil afirmou que “as investigações prosseguem e nenhuma hipótese foi descartada”.

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