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Mãe denuncia que filha de 11 anos fez teste de gravidez em UPA de Salvador sem autorização: “só vim dar conta em casa”

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Laiza Silva de Jesus afirma que levou a filha à UPA de Paripe com dores de cabeça e náuseas e que a criança recebeu alta sem outros exames  |   Bnews - Divulgação BNEWS
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 15/07/2026, às 09h43 - Atualizado às 09h44



Uma mãe denunciou que a filha, de 11 anos, foi submetida a um teste de gravidez (Beta-hCG) durante atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, sem que ela tivesse sido informada ou autorizado o procedimento.

O relato foi feito por Laiza Silva de Jesus durante entrevista ao programa Giro Baiana, transmitido pela Baiana FM e pela BNews TV, nesta quarta-feira (15).

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Segundo a mãe, a menina deu entrada na unidade com queixas de dor de cabeça e náuseas, mas deixou o local ainda sentindo os sintomas e sem a realização de outros exames, como um hemograma. A UPA de Paripe é administrada pelo IGH (Instituto de Gestão e Humanização), organização social responsável pela gestão administrativa, operacional e médica da unidade, sob regulação e fiscalização da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Mãe relata atendimento da filha na UPA de Paripe
De acordo com Laiza, a filha começou a passar mal pela manhã e teve piora ao longo do dia. O avô da criança levou a menina até a unidade de saúde para receber atendimento.

“Na segunda-feira, minha mãe me ligou de manhã dizendo que minha filha estava com dor de cabeça, que não iria para a escola, eu falei: 'Então tá'. Quando foi por volta de 5 horas, minha mãe falou que ela piorou. Meu pai veio, desceu com ela e prestou o primeiro socorro aí para ela”, lembra a mãe da menina.

A mãe afirmou que, durante o atendimento, médicos fizeram perguntas sobre a vida pessoal da criança.

“E aí, no atendimento, tinham três médicos, dois homens e uma mulher. O profissional, em vez de prestar o atendimento à minha filha, ele ficou fazendo perguntas se minha filha namorava, se menstruava, e tinha relações sexuais”, disse a mãe.

Segundo Laiza, foi solicitado um exame, mas a família não teria sido informada sobre qual procedimento seria realizado. “E aí eles passaram um exame, um exame que ele não... Não explicou que exame seria.”

Exame só foi identificado pela mãe em casa
A mãe contou que questionou o médico sobre os resultados e acreditava que o exame seria relacionado a alguma possível intoxicação alimentar.

“Eu falei: 'Aí, doutor, teve alguma alteração no exame?'. Ele: 'não'. Eu falei: 'é, eu tô até desconfiada porque eu comi um peixe com ela no domingo, e a praia está poluída, né? Eu achei até que foi o peixe que fez mal'. Ele: 'não, ela está gripada'.”

Segundo Laiza, a filha recebeu alta mesmo permanecendo com dor de cabeça. “Eu falei: 'Como é que ela vai embora se ela ainda está com dor de cabeça?'. Ele: 'não, ela vai tomar mais uma medicação e ela precisa ir para casa descansar, que ela deve estar cansada'.”

A mãe afirmou que só descobriu em casa que o exame realizado era um Beta-hCG. “Eu levei o Beta para casa. Minha filha foi me relatando: 'Mãe, os médicos me perguntaram se eu namorava, se eu menstruava e se eu tinha relações sexuais'. Quando eu fui abrir o exame, era um Beta. Só vim dar conta em casa”, lembra.

Família procurou unidade novamente
Após identificar o exame, Laiza disse que retornou à unidade acompanhada do pai da criança para buscar esclarecimentos, mas afirmou que não conseguiu entrar no local.

“Eu desci com o pai dela, vim falar, eles não me deixaram entrar, chamou o policial para o meu esposo, meu esposo começou a gritar aí, falando que a filha dele era de menor, não autorizou esse exame”, recorda.

A mãe também relatou que procurou a assistência social da unidade. “Aí eu falei com a assistência social, ela disse que não poderia fazer nada por mim.”

Segundo Laiza, uma técnica teria sugerido que ela retornasse no dia seguinte para repetir o exame.

“Ela: 'Mãe, eu sei que você é um pouco ocupada, por que você não vem de novo amanhã, para repetir o exame?' Eu acho que ela já sabia que era um Beta, para não me dizer, para não ser antiética, né?”

A mãe ainda questionou a realização do procedimento e afirmou que recebeu o exame em uma situação que, segundo ela, não seria a primeira ocorrência semelhante.

A reportagem questionou a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) sobre as denúncias envolvendo a UPA de Paripe e aguarda posicionamento. A unidade é administrada pelo IGH (Instituto de Gestão e Humanização), organização social responsável pela gestão administrativa, operacional e médica do equipamento, sob regulação e fiscalização da SMS.

A pasta foi procurada após relatos de pacientes e familiares que apontam supostas falhas em protocolos de triagem, realização de exames e liberação de pacientes na unidade.

Classificação Indicativa: Livre

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