Cidades
por Leonardo Oliveira
Publicado em 12/01/2026, às 17h11
Diversos pais e responsáveis por alunos do Colégio Estadual Imaculada Conceição, em Feira de Santana, protestaram contra o fechamento da instituição, na manhã desta segunda-feira (12).
Segundo informações do jornal Acorda Cidade, os manifestantes afirmaram que o anúncio do fechamento foi realizado às 22h de sexta-feira (9), e pegou todos de surpresa. Alguns pais já haviam matriculado seus filhos no colégio.
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A decisão que surpreendeu a todos fez com que muitos questionassem o que vai acontecer com os alunos da instituição. Uma das preocupações é o fato de que a escola é a única do bairro que têm ensino médio, e que atende os bairros Conceição I e II, Santo Antônio dos Prazeres, Parque Brasil e Alto do Rosário. Além disso, outra preocupação é onde colocar os filhos para estudar, sobretudo por conta do transporte e do gasto necessário com deslocamento.
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Outros manifestantes afirmaram que a população da região tem entre 30 e 40 mil pessoas, e que o desejo é que mais escolas sejam construídas, e não fechadas. Além disso, chamaram atenção para os alunos que têm alguma necessidade especial.
Um outro problema abordado pelos pais é de escolas em outros bairros que não aceitam alunos de bairros diferentes por conta de facções criminosas.
O Sindicato da APLB-Feira esteve na manifestação, em apoio aos pais e estudantes. Em nota, o sindicato afirmou que o encerramento das atividades da escola representa “um grave ataque ao direito constitucional à educação pública”, além de ampliar as desigualdades e aumentar o risco de evasão escolar, principalmente nas áreas periféricas.
Durante a manifestação, educadores e pais reforçaram que a comunidade não foi ouvida sobre a decisão e que não há outra escola próxima capaz de absorver a demanda de alunos. “A medida coloca em risco os projetos de vida de dezenas de jovens que esperavam concluir o Ensino Médio neste ano letivo”, destacou uma das lideranças presentes.
A APLB também frisou a importância da unidade como ponto de referência educacional e cultural para o bairro. Segundo o sindicato, a escola cumpre papel essencial na formação dos estudantes e na construção de vínculos comunitários. “Fechar essa escola sem diálogo é negar o futuro de nossa juventude”, pontuou a direção do movimento.
A comunidade e o sindicato solicitam que o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, reveja a decisão e garanta a continuidade das atividades da Imaculada Conceição. “Seguiremos firmes na defesa da educação pública, gratuita e de qualidade. Essa é uma luta que não é só dos professores, mas de todo o bairro Conceição”, reforçou a APLB.
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