Cidades
por Vagner Ferreira
Publicado em 12/08/2025, às 15h20
Um caso de envenenamento que envolveu uma família mobilizou o povoado de Nage, a sete quilômetros de Maragogipe, no Recôncavo Baiano, há sete anos, entre o final de julho e o início de agosto de 2018.
Ao todo, três pessoas morreram em um intervalo de 15 dias: Adriane Ribeiro Santos, de 23 anos, e as filhas dela, Greisse Santos da Conceição, de 5 anos, e Rute Santos da Conceição, de 2 anos. Dois animais de estimação também morreram, segundo relatos de vizinhos.
“Esses sete anos mudaram tudo na minha vida, porque eu fiquei sem minhas netas, fiquei sem minha filha. A cada segunda-feira, eu fui perdendo uma. Amanhã, minha filha já fará sete anos de morta. Já foram marcadas três audiências para os julgamentos, mas, quando falta um dia, sempre remarcam e nada é resolvido”, lamenta a mãe e avó das vítimas, reforçando o pedido por celeridade no júri popular.
Segundo as investigações, o crime teria sido motivado por um suposto interesse da acusada, Elisângela Almeida de Oliveira, sobre Jefereson Brandão, marido da vítima e único sobrevivente da família.
Um laudo da Polícia Civil detectou a presença de inseticida agrícola em um líquido e em um chocolate encontrados na casa da vítima. A investigação também apontou que, além de Elisângela, Valci Boaventura, marido dela, teria participado do crime e coagido testemunhas para que não passassem informações à polícia.
O caso está sob responsabilidade da delegacia da cidade. O inquérito indiciou Elisângela Almeida de Oliveira por triplo homicídio qualificado. “O meu desejo, enquanto mãe, era perguntar ao juiz se ele não tem filho, se ele não é pai, porque, até hoje, não tivemos nenhum resultado”, desabafa a mãe, em busca de justiça.
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