Cidades
A Prefeitura de Camaçari oficializou nesta sexta-feira (30) a ordem de serviço para implantação do sistema emergencial de transporte público coletivo. A medida, conduzida desde os primeiros dias da nova gestão do prefeito Luiz Caetano (PT), representa a resposta concreta ao vácuo deixado pela administração anterior, que permitiu, segundo a atual gestão, o colapso do sistema sem apresentar alternativas ou planejamento.
A nova operação, sob responsabilidade da Superintendência de Trânsito e Transporte Público (STT), abrangerá 47 localidades da sede, orla e zona rural. Com frota de 45 veículos entre ônibus convencionais e micro-ônibus, o modelo contará com ar-condicionado, acessibilidade, Wi-Fi, bilhetagem eletrônica, além de central de monitoramento em tempo real.
“Desde o primeiro dia, trabalhamos intensamente para resolver um problema gravíssimo que encontramos. Agora, com muito diálogo e articulação institucional, conseguimos garantir um sistema que devolve dignidade à população”, afirmou Caetano, que assegurou ainda que já está com o processo de concessão definitiva em curso.
Segundo anúncio feito nesta sexta-feira, os ônibus devem começar a circular em até 20 dias, com 70% da frota disponível no início da operação. A tarifa permanecerá congelada: R$ 5 para a sede; R$ 5,30 para a Orla 1 (Arembepe, Jauá e Abrantes); e R$ 7 para a Orla 2 (Barra do Pojuca a Barra do Jacuípe). Idosos, PCDs e crianças de até 5 anos seguem com gratuidade garantida por lei.
Para viabilizar o novo sistema, a gestão municipal enviou em fevereiro à Câmara de Vereadores o Projeto de Lei nº 1.175/2025, que autoriza subsídio ao serviço. O texto foi aprovado por unanimidade, após convocação extraordinária feita pelo Executivo. O Ministério Público também participou das articulações.
“Encontramos a cidade sem transporte e a população sem o direito de se locomover. Mas houve empenho coletivo do Executivo, Legislativo, Ministério Público e sociedade civil para chegar a uma solução emergencial com responsabilidade e qualidade”, destacou Edmilson Sousa, diretor-superintendente da STT.
A crise no transporte público em Camaçari vinha se agravando desde antes do fim do contrato anterior, em novembro de 2024, sem que a antiga gestão tivesse encaminhado qualquer modelo de transição ou nova licitação.
Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que, durante o período sem transporte, moradores chegaram a gastar até quatro horas diárias para se deslocar entre comunidades da zona rural e o centro urbano.
“O que vemos hoje é o resultado de um esforço conjunto que começou em 1º de janeiro de 2025, quando o atual governo assumiu com o desafio de reconstruir um sistema totalmente desmontado. Foi preciso diálogo, planejamento e coragem para tomar decisões”, afirmou o vereador Tagner Cerqueira, líder do governo na Câmara.
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