Cidades

Psicóloga detalha ao BNews apoio que será prestado a familiares das vítimas e de autor do ataque

Alberto Maraux/ SSP
A rede de psicólogos da Secretaria de Educação do Estado também promovará ações na Escola Dom Pedro I onde o ataque ocorreu  |   Bnews - Divulgação Alberto Maraux/ SSP

Publicado em 19/10/2024, às 21h12 - Atualizado às 22h05   Silvânia Nascimento e Letícia Rastelly



Uma equipe de psicólogos da Secretaria de Educação da Bahia foi a Heliópolis prestar acolhimento aos colegas que presenciaram o crime, assim como aos amigos e famílias das vítimas e do autor dos disparos, que também morreu após o ataque na Escola Dom Pedro I, na sexta-feira (18).

“Durante a semana nós estaremos fazendo o protocolo para a intervenção dos momentos de crise e a gente vai fará o acolhimento individualizado para quem desejar. Vamos fazer palestras na escola, uma coisa intimista para os professores, dentro do tema que é pertinente nesse momento, e a comunidade escolar, que também está inserida dentro da situação, e vai ser devidamente acolhida pela equipe de profissionais que já está aqui e que estão chegando para poder repassar o nosso trabalho aqui no município”, detalhou Jaqueline Noronha, representante da SEC.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Ao BNews, a psicóloga detalhou que essa intervenção é parte do protocolo desempenhado pela SEC, juntamente com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), para evitar que novas situações desse tipo ocorram. Jaqueline explica que os assuntos abordados são direcionados para o público em questão. “Na semana seguinte ao fato a gente sempre está intensificando e é o que a gente vai fazer aqui no município”.

O primeiro contato com a família de Jonathan Gama Santos, o autor dos disparos, já foi feito e a profissional também falou sobre isso com a reportagem. “Os pais estão com os outros pais também, consternados com a situação, mas felizmente, parte da família de algumas vítimas se solidarizou com os pais do adolescente e a gente tem até agora uma situação bem harmônica entre eles”, relatou Jaqueline.

A psicóloga também confirmou a informação já noticiada pela imprensa de que Jonathan era um jovem com um perfil calmo e educado. “O que a gente tem de informação dada pela família, pela comunidade que faz parte das adjeções das escolas, é que era um menino super tranquilo, um menino que estudava, um menino que ajudava o pai nos trabalhos da roça, e provavelmente é o que tinha alguma doença psicológica, que estava instalada e não foi diagnosticada a tempo para que tivesse tempo hábil de evitar o acontecido”, lamentou a representante.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)