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Arena Futebol World: Retorno às raízes de atletas “europeus” fortalecem seleções africanas na Copa do Mundo

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Com a ampliação das vagas para Copa do Mundo de 2026, seleções africanas atraem talentos de "outros países"  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais / Instagram / @brahim / @awbissaka
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 25/05/2026, às 06h00



A última edição da Copa Africana de Nações (CAN), realizada entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, chamou atenção pelo crescimento do número de jogadores nascidos fora da África que defenderam as seleções de origem familiar.

A competição, considerada a principal entre seleções do continente, teve como exemplo a final entre Marrocos e Senegal, na qual 45,5% dos atletas relacionados nasceram em outros países, principalmente na Europa.

Entre os nomes que disputaram o torneio estavam jogadores conhecidos do futebol europeu, como:

  • Brahim Díaz, do Real Madrid (Natural da Espanha, mas veste a camisa do Marrocos, Grupo C da Copa do Mundo);
  • Ademola Lookman, do Atlético de Madrid (Nativo da Inglaterra, mas atua pela Nigéria - fora da Copa do Mundo de 2026);
  • Aaron Wan-Bissaka, do West Ham United (Nascido na Inglaterra, mas defende o Congo, Grupo K da Copa do Mundo);
  • Iliman Ndiaye, do Everton (Nasceu em Rouen, na França, mas defende o Senegal - Grupo I na Copa do Mundo, o mesmo da seleção europeia)
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Brahim Díaz, do Real Madrid - Aaron Wan-Bissaka, do West Ham United - Ademola Lookman, do Atlético de Madrid - Iliman Ndiaye, do Everton / Fotos: Reprodução / Instagram / @brahim / @awbissaka /@molalookman / @ilimanndiaye10

Todos os atletas citados acima optaram nos últimos anos por representar seleções africanas.

O aumento no número de vagas para a Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, é apontado como um dos fatores para esse movimento. Com a ampliação do torneio, a África passou a contar com até dez vagas possíveis, número superior às cinco classificações tradicionais.

O novo cenário abriu espaço para atletas que não viam perspectivas de convocação pelas seleções europeias onde nasceram. Outro ponto destacado envolve as mudanças nas regras de elegibilidade da FIFA.

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As alterações facilitaram a troca de seleção mesmo para jogadores que atuaram em categorias de base ou fizeram poucas partidas pelas equipes principais de outros países. Além disso, houve avanço no trabalho de observação das federações africanas e investimentos em estrutura esportiva, como o Complexo de Futebol Mohammed VI, inaugurado no Marrocos em 2019.

As escolhas também foram acompanhadas de declarações públicas dos atletas. Lookman afirmou em 2023: “Quero jogar pela Nigéria e tenho orgulho disso. Nasci na Inglaterra, mas minha família é da Nigéria e tenho um forte vínculo com ambos os países”.

Já Brahim Díaz, nascido na Espanha e atleta da seleção de Marrocos, declarou: “Decidi por amor e carinho, não vai além disso (…) Sinto-me 100% marroquino e 100% espanhol”.

Durante a final da CAN, Díaz acabou ganhando destaque ao desperdiçar uma cobrança de pênalti nos minutos finais da decisão contra Senegal. A tentativa de “cavadinha” defendida pelo goleiro adversário impediu o que poderia ser o título marroquino. Após a partida, o jogador comentou o lance.

Após o encerramento da competição, algumas seleções africanas registraram crescimento no ranking da FIFA divulgado em 19 de janeiro de 2026. O Marrocos subiu para a oitava posição, Senegal alcançou o 12º lugar e a Nigéria chegou ao 26º posto.

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