Coronavírus

"Que o Brasil se conscientize", diz baiana que mora na Espanha; país tem novo pico de mortes por coronavírus

Arquivo pessoal
O país registrou a morte de 864 pessoas infectadas pela Covid-19  |   Bnews - Divulgação Arquivo pessoal

Publicado em 01/04/2020, às 12h55   Nilson Marinho



As autoridades da Espanha informaram nesta quarta-feira (1°) que, nas últimas 24 horas, o país registrou a morte de 864 pessoas infectadas pela Covid-19. O número de óbitos é o mais alto em um único dia desde do início da pandemia no país. 

A baiana Jany Souza, de 40 anos, mora em Barcelona. Diante de tantos números, conta, o país tem criado uma força tarefa para tentar achatar a curva da doença, com policiais locais, federais e o Exército nas ruas, higienizando, cuidando da segurança e orientando a população a ficar em casa.

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Os espanhóis também têm feito sua parte e, seguindo as recomendações das autoridades, saem de casa apenas para ir ao supermercado ou farmácia, quando muito necessário. 

O número de novos casos caiu no domingo (29) e na segunda (30), quando cerca de 12 mil pessoas testaram positivo para a doença nos dois dias. Na terça-feira (31), no entanto, o crescimento em relação ao dia anterior foi de 44,1%, ou cerca de 9,2 mil novos casos. Nesta quarta, houve uma queda, foram 7,7 mil novos pacientes.  

“Agora o confinamento é total, a gente só pode sair para serviços essenciais. As empresas também não estão mais funcionando por aqui. Que o Brasil se conscientize sobre isso e fique em casa”, disse a baiana. 

O último evento público na Espanha foi em 8 de março, quando uma marcha em homenagem às mulheres levou para as ruas milhares de pessoas. Àquela altura, o país já contava com 430 casos e cinco mortes. 

“Foi alvo de muita crítica por aqui. Cinco dias depois, fecharam escolas e proibiram qualquer tipo de encontro populacional. Logo depois, foi quarentena total da população e só as empresas ficaram abertas. Aqui, estão dando para as empresas uma espécie de seguro desemprego. Só tem permissão para trabalhar pessoas de serviços considerados essenciais, como transporte, alimentação e saúde”, comentou.  

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