Coronavírus

Feira de Santana: Colbert Martins reconhece colapso em leitos de UTI para pacientes com covid-19

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Prefeito afirma ter visitado unidades e diz que deve assinar contrato para abertura de novos leitos  |   Bnews - Divulgação Divulgação

Publicado em 04/07/2020, às 13h42   Redação BNews



O prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins (MDB), reconheceu que há um colapso dos leitos de UTI para pacientes com covid-19 na cidade. Em entrevista a um programa local, o gestor afirmou ter conferido pessoalmente a situação em alguns hospitais particulares da cidade.

“Realmente, 100% dos leitos de UTIs privados e públicos estão ocupados. Tivemos dois dias de um maior nível de casos confirmados e internações”, admitiu o prefeito. “No Hospital de Campanha, por exemplo, por volta de 8 da noite, havia 9 leitos de UTI ocupados e paciente chegando para ocupar o único livre. Dos 50 leitos clínicos do hospital, 24 estavam ocupados, mas com perspectiva de aumentar”, descreveu.

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Colbert disse ter sido informado pela direção do Hospital Geral Clériston Andrade que todos os leitos de UTI para covid-19 também estavam ocupados na sexta-feira (3). “Eu mesmo estive no Hospital Unimed para visitar funcionários da Prefeitura e amigos internados. Lá as UTIs estavam cheias. Também estive no São Matheus e HTO e também não havia vagas de UTI”.

Martins disse que deve assinar, neste sábado (4), contrato com a empresa que gerencia o Hospital de Campanha para aumentar o número de leitos de UTI, mas não detalhou quantas unidades devem ser abertas. “Esperamos, também, os 40 novos leitos de UTI do Clériston Andrade 2, que serão fundamentais”.

O prefeito garantiutgarantiu que tem mantido contato com o governo estadual. “O governador Rui Costa ligou na sexta (3) ao meio-dia. Temos contatos frequentes. Ele questionou sobre a quantidade dos leitos de UTI e o que estávamos fazendo para amenizar a situação”, destacou.

O político praticamente descartou a possibilidade abrir um segundo hospital de campanha em Feira. “Tentei fazer isso antes. Hoje demoraria umas três semanas para concluir, tempo em que o pico de coronavírus em Feira já deva estar em equilíbrio e estabilizado. O que é mais viável e rápido é a ampliação do número de leitos de UTI no Hospital de Campanha já existente”.

O gestor também comentou sobre a recomendação de lock down (fechamento) em Feira de Santana, como recomendado pelo Comitê Científico do Nordeste. “Tratei este assunto também com o governador. Penso que o fechamento de uma cidade como Feira de Santana, entre 14 a 21 dias, como recomendado, é inviável sob muitos aspectos. Não é possível. Teríamos que analisar as consequências. Mas estamos abertos a análises conjunturais”, avaliou Colbert.

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