Coronavírus

Bruno Reis reserva 103 mil doses da Coronavac e promete marcar audiência com ministro da Saúde e pedir prioridade

Dinaldo Silva BNews
O chefe do executivo da capital baiana classificou a oferta de doses e não o preço como o maior empecilho para promoção de um processo de vacinação em massa  |   Bnews - Divulgação Dinaldo Silva BNews

Publicado em 05/01/2021, às 11h31   Brenda Viana e Raul Aguilar



O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), revelou que há um acordo para o fornecimento de 103 mil doses da Coronavac, vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o instituto Butantã, para imunização dos profissionais de saúde da rede pública e privada de Salvador. 

"Nós temos o pedido formal ao Instituto Butantan. O Instituto Butantan irá disponibilizar, para as outras cidades do Brasil fora do estado de São Paulo, as doses para os profissionais de Saúde, que no caso aqui de Salvador são 103 mil profissionais na rede pública e rede privada. Então já há acordo nesse sentido, para a gente fazer essa aquisição. O que é que vai depender desta vacina do Instituto Butantan, que é a Coronavac? Primeiro é o reconhecimento, eu vi hoje pela imprensa que eles estariam entrando com pedido emergencial junto à Anvisa, e a eficácia dela; esperamos que ela possa ter maior eficácia possível que justifique a nossa aquisição", destacou Reis. 

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O chefe do executivo da capital da Bahia classificou a oferta de doses e não o preço como o maior empecilho para promoção de um processo de vacinação em massa em Salvador. Ele avalia que o ideal para o momento de vacinação em Salvador seria ter "de largada 380 mil doses", que seria um número suficiente para proporcionar a imunização nos profissionais da Saúde e nos idosos acima de 60 anos.

Apesar de pontuar que alguns laboratórios planejam vender apenas em grande escala, a exemplo da Moderna, que em reunião com o município propôs uma compra mínima de seis milhões de doses, acima das três milhões necessárias para vacinar toda capital, o demista avalia que esse não é o problema, já que poderia ser resolvido com uma compra em parceria com outras cidades ou através de um consórcio. O problema, lamenta o prefeito, é a incapacidade dos laboratórios, pela alta procura, de dar conta da demanda. Ele cita que a Prefeitura de Salvador está em contato com os fabricantes das principais vacinas disponíveis no mundo. Reis destacou que há fornecedores que dizem que só poderão entregar o imunizante em Salvador no mês de outubro. 

Bruno Reis afirmou que ligará ainda hoje para o representante da Johnson & Johnson's no Brasil na busca de fechar a compra de mais doses, para ampliar o rol de imunizantes à disposição do município. Ele destaca que por não ter um “interesse comercial", mas "social" na venda das vacinas, isso pode ajudar na aquisição de uma quantidade maior de doses a um preço menor. 

"O governo federal ontem sinalizou que poderia iniciar esse plano de imunização em oito de fevereiro. Quando tiver uma confirmação disso, a primeira coisa que eu vou solicitar é uma audiência ao ministro da Saúde, para pedir prioridade para Salvador, para tentar largar na frente. Eu volto a dizer, a palavra de ordem desta prefeitura é o enfrentamento à pandemia e não há nada mais importante", destacou o prefeito de Salvador. 

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