Coronavírus

Lula se reúne com fundo russo e escreve carta para presidente chinês em esforços de combate a Covid

Reprodução/Ricardo Stuckert

Gestos de Lula aconteceram antes da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que anulou todas as ações movidas pela Lava-Jato contra o petista

Publicado em 12/03/2021, às 14h02    Reprodução/Ricardo Stuckert    Redação BNews

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem se articulado para tentar fazer parte das decisões que envolvam o País no combate à pandemia do novo coronavírus. 

De acordo com informações da colunista Bela Megale, do jornal O Globo, há cerca de três meses - antes da decisão que anulou todas as ações movidas contra ele pela Lava-Jato -, o líder petista se reuniu com Kirill Dmitriev, diretor do Fundo de Investimento Direto Russo.

A organização financiou o desenvolvimento da Sputnik V, vacina russa contra a Covid-19. 

O convite para a conversa partiu de Dmitriev, após o russo ver que Lula estava entre os signatários de um abaixo-assinado organizado pelo Nobel de Economia Muhammad Yunus, que defende a vacina como bem comum da humanidade. 

Ao receber o convite, segundo a publicação, o petista convocou os ex-ministros da Saúde José Gomes Temporão, Alexandre Padilha e Arthur Chioro para participar da videoconferência.

"Dmitriev disse que o presidente Vladmir Putin havia incentivado a reunião com Lula. Foi uma conversa importante, porque abriu a relação do fundo russo com o Consórcio do Nordeste. Deixamos claro que, além do Paraná, com quem eles tiveram as primeiras tratativas, tinham muitas frentes no Brasil a serem abertas.

Destacamos que o interesse pelo volume de vacinas era maior e envolvia vários estados brasileiros. Isso fortaleceu o acordo de milhões de vacinas firmado com os estados do nordeste" disse Padilha.

Antes disso, em janeiro, quando a China atrasou o envio de insumos para o Brasil para a produção de vacinas, o ex-presidente também se mobilizou. Desta vez, junto com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), enviou uma carta ao presidente chinês Xi Jinping elogiando a condução da pandemia no país e com críticas ao “negacionismo” e “incivilidade” do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Consideramos oportuna essa mensagem, como forma de manifestar a nossa certeza de que a antiga e sólida amizade entre os nossos povos não será abalada pelo negacionismo, pela incivilidade e pelas grosserias proferidas pelo presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e seu governo. A amizade e a parceria entre a China e o Brasil são inabaláveis, porque os governos passam, mas os laços que unem os povos são permanentes”, escreveu.

Na epístola, os ex-presidentes petistas agradeceram a parceria do laboratório Sinovac com o Instituto Butantan no desenvolvimento da vacina no Brasil e o envio de insumos.

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