Coronavírus

Presidente do Butantan diz que Brasil poderia ter sido o primeiro país a vacinar contra a Covid-19; assista

Hélia Scheppa/SEI
Presidente do Butantan afirmou a CPI que o Brasil poderia ter sido o primeiro país a começar a imunização contra Covid   |   Bnews - Divulgação Hélia Scheppa/SEI

Publicado em 27/05/2021, às 11h42   Redação Bnews



O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, que está sendo ouvido na CPI da Covid-19 na manhã desta quinta-feira (27), disse que fez três propostas em 2020 para o fornecimento da CoronaVac ao Ministério da Saúde, em julho, agosto e outubro.

Segundo ele, foram ofertadas 60 milhões de doses, que seriam entregues no último trimestre de 2020. Em outubro, a oferta subiu para 100 milhões de doses. Desse total, 45 milhões seriam produzidas no Butantan até dezembro de 2020.

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“Tudo aparentemente estava indo muito bem, tanto que em 20 de outubro fui convidado pelo [ex-]ministro [Eduardo] Pazuello para uma cerimônia no Ministério da Saúde em que a vacina seria anunciada como uma vacina [do PNI], com a incorporação de 46 milhões de doses (...) No outro dia, de manhã, as conversações adicionais não seguiram porque houve uma manifestação do presidente da República [Jair Bolsonaro] dizendo que a vacina não seria incorporada”, afirmou.

Covas também afirmou a senadores que o Brasil poderia ter sido o primeiro país do mundo a começar a imunização contra o novo coronavírus. 

"O mundo começou a vacinação no dia 8 de dezembro. No final do mês, tinham sido aplicadas pouco mais de 4 milhões de doses no mundo e nós tínhamos 5,5 milhões [prontas e estocadas], sem contrato com o Ministério (...)”, completou Dimas.

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