Coronavírus

Operação Alinhavado: CGU e PF apuram irregularidades na Saúde da capital maranhense

Divulgação/CGU

Órgãos investigam conjuntamente fraudes na contratação emergencial de empresas para fornecimento de álcool e equipamentos de proteção individual realizadas pela Secretaria de Saúde de São Luís

Publicado em 08/07/2021, às 11h20    Divulgação/CGU    Redação BNews

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (08), no Maranhão, a operação Alinhavado, que investiga fraudes na contratação emergencial de empresas para fornecimento de álcool e equipamentos de proteção individual realizadas pela Secretaria de Saúde de São Luís.

O material adquirido nestas transações é utilizado no combate à pandemia da Covid-19.A ação é resultado de um trabalho conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), e consiste em um desdobramento das Operações Cobiça Fatal e Oficina Desmascarada.

Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão nos municípios de Codó, no Maranhão; Boa Vista, Paraíba, e em Brasília. Além disso, foi determinado o bloqueio de bens e afastamento do sigilo telemático de alguns dos envolvidos.

Os órgãos apuram o direcionamento na contratação e o superfaturamento nas aquisições de insumos para o combate à pandemia da Covid-19 pela Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS) de São Luís. Na atual fase estão sendo investigados quatro contratos celebrados com duas empresas, uma sediada em Codó e outra em Brasília.

Auditores da CGU encontraram superfaturamento de R$ 619.889,54 em dois dos três contratos firmados com a empresa localizada no Distrito Federal. Os acordos foram firmados para compra de álcool, máscaras e macacões - além de indicativos de simulação de venda que podem alcançar mais de R$ 2,5 milhões. 

De acordo com os órgãos, todas as contratações foram feitas sem ampla pesquisa de preço em sistemas informatizados e com suspeita de simulação de consulta de preço junto a empresas atuantes no mercado.

Uma das empresas que aparecem dando cobertura à contratação negou à PF que tenha emitido a proposta de preços contida nas contratações sob investigação. A PF apura, ainda, conluio entre representantes dessas empresas e servidores da SEMUS, com objetivo de favorecimento e superfaturamento de produtos, para satisfação de interesses privados.

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