Coronavírus

Ministério da Saúde incorpora primeiro medicamento para casos leves de Covid-19

Divulgação/Pfizer

Medicamento teve seu uso emergencial aprovado pela Anvisa no final de março

Publicado em 08/05/2022, às 11h49    Divulgação/Pfizer    Redação

O Ministério da Saúde anunciou na última sexta-feira (6) a incorporação do Paxlovid, medicamento composto pelos antivirais nirmatrelvir e ritonavir para casos leves de Covid-19. Trata-se do primeiro tratamento incluído no Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com quadros leves a moderados e alto risco de complicações pela doença, e seu objetivo é prevenir internações e mortes.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial do fármaco no dia 30 de março. Depois de publicar a incorporação no Diário Oficial, o que ocorreu na sexta, a pasta tem 180 dias para disponibilizar o tratamento na rede pública.

O medicamento será ofertado para pacientes adultos imunossuprimidos ou com idade igual ou superior a 65 anos e só poderá ser utilizado em caso de teste positivo para doença e em até cinco dias após início dos sintomas.

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O Paxlovid é formado por dois medicamentos antivirais em conjunto: nirmatrelvir e ritonavir. Ele deve ser administrada por via oral e é indicado para pacientes com Covid-19 não hospitalizados, sem necessidade de uso de oxigênio suplementar, e que tenham grande risco de complicações. 

O nirmatrelvir impede que o vírus se prolifere, enquanto o ritonavir barra a ação de uma enzima que degrada o nirmatrelvir, colaborando para que o nirmatrelvir fique mais tempo disponível na corrente sanguínea - potencializando a sua ação. O nirmatrelvir é um novo remédio desenvolvido pela Pfizer-BioNTech, e, por sua vez, o ritonavir já era usado tratamento da AIDS.

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