Justiça

"Eu não trisquei naquela moto", diz Kátia Vargas, ao afirmar que tentou ultrapassagem

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Médica é julgada por júri popular nesta quarta-feira (6) no Fórum Ruy Barbosa  |   Bnews - Divulgação Reprodução/YouTube

Publicado em 06/12/2017, às 10h17   Rafael Albuquerque



Em depoimento à juíza Gelzi Souza, a médica Kátia Vargas confirmou que o condutor da moto, Emanuel, que levava a irmã Emanuelle, gesticulou quando ela estava parada no sinal, mas não sabia do que se tratava. O julgamento da médica ocorre no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, nesta quarta-feira (6).

A médica também explicou o que aconteceu em seguida: "ele estava na frente e eu atrás. Eu dei sinal de luz para ultrapassar e ele não saiu. Então, eu fiz menção de ultrapassar pela direita. Ele também fez menção de ir para a direita. Então eu voltei pela esquerda e ultrapassei. Não bati no fundo, na frente, nem no lado. Quando eu ultrapassei pela esquerda e voltei para a pista eu perdi o controle do carro. Depois não lembro de muita coisa".

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"Eu acelerei o carro para ultrapassar a moto, não para alcançar a moto", disse a médica, que prosseguiu seu depoimento: "Quero dizer que em momento algum eu tive a menor intenção de causar nenhum acidente naquele dia. Eu não trisquei naquela moto. Eu ultrapassei aquela moto completamente".

Após falar com a juíza, a ré passou a ser interrogada pela acusação. No entanto, por orientação dos advogados de defesa, ela não respondeu aos questionamentos. O promotor de Justiça David Galo perguntou: "A senhora deu entrevista a um veículo que saiu no domingo. Na entrevista, a senhora diz que se encontrasse a mãe das vítimas pediria perdão. Já que a senhora diz nem ter triscado na moto, a senhora pediria perdão por quê?". Ao ouvir do advogado de defesa que ela não responderia a sua pergunta, Galo disparou: "não tenho mais nada a dizer".

Em seguida, a defesa passou a interrogar a médica Kátia Vargas. O advogado que defende a ré afirmou que todas as perguntas feitas pela acusação, embora não tenham sido respondidas, foram anotadas e serão feitas à Kátia Vargas. "Não há receio das perguntas", disse o defensor.

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