Justiça
Publicado em 22/03/2018, às 08h39 Redação BNews
Para o advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, o Supremo Tribunal Federal (STF) "fulaniza" a discussão sobre a prisão após condenação em segunda instância ao julgar o habeas corpus preventivo do ex-presidente Lula. Nesta quinta-feira (22), a Corte julgará o pedido da defesa do petista.
A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, preferiu não pautar duas ações diretas de inconstitucionalidade (Adin) que tratam da possibilidade de prisão após condenação em segunda instância.
"É ruim que esse habeas corpus esteja sendo julgado e mobilize o país. O ideal seria julgar a ação direta de inconstitucionalidade, porque o resultado serviria para todos. É importante não fulanizar a discussão", defendeu o advogado em entrevista à rádio Metrópole FM.
O especialista se arriscou a dar um palpite sobre o placar para o julgamento do habeas corpus: "Eu penso que a tendência seja uma decisão por 6 a 5, favorável ao ex-presidente responder em liberdade, seja por prisão imediata. Só de a decisão ser de 6 a 5 já demonstra que o STF tem que classificar esse entendimento para todos".
"No meu entendimento, se a ministra Rosa Weber mantiver a posição, o Lula terá o direito de responder em liberdade", acredita.
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