Justiça
Publicado em 23/07/2018, às 19h11 Redação BNews
O Tribunal de Justiça determinou que o advogado e professor universitário Roberto João Starteri Sampaio, acusado de ser o responsável pela morte do publicitário Daniel Prata após um acidente de trânsito na Av. Antônio Carlos Magalhães (ACM), em 2014, será monitorado por tornozeleira eletrônica.
A medida, determinada pela juíza Gelsi Maria Almeida Souza nesta terça-feira (17), prevê também a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e proíbe que Roberto João saia do país e de Salvador sem autorização judicial. Ele só poderá deixar o domicílio para fins de trabalho e durante o dia, segundo informações do G1.
Além disso, no período de 21h às 6h, Roberto estará proibido de ultrapassar um raio de circulação de 50 metros do endereço residencial, salvo em casos de urgência médica, tratamento de saúde ou mediante comunicação prévia à Central de Monitoração Eletrônica (CMEP).
Em maio deste ano, Roberto João foi preso em flagrante durante uma blitz de alcoolemia, após apresentar sinais de embriaguez, no entanto, se recusou a fazer o teste do bafômetro e teve a CNH retida. Na ocasião, o homem descumpriu a medida cautelar de recolhimento noturno, expedida há dois anos pelo processo da morte de Daniel Prata. Segundo a juíza, no caso de descumprimento das medidas desta sentença, o juiz poderá decretar a prisão preventiva do professor.
No dia 8 de novembro de 2014, o veículo conduzido por Daniel Prata, passava em um cruzamento, a uma velocidade de aproximadamente de 10km/h, quando foi atingido pela caminhonete do advogado, segundo perícias técnicas. O publicitário morreu na hora. A médica Luciana Tavares Lucetti, que estava no carro junto com Daniel, ficou gravemente ferida.
O Ministério Público denunciou Roberto João Starteri com base no inquérito policial, que segundo o MP, aponta para estado de embriaguez do advogado no momento da condução do veículo. Conforme a investigação, ele estaria a uma velocidade entre 135 km/h e 140 km/h no momento do choque.
De acordo com a denúncia, Roberto João tinha acabado de sair de uma boate no bairro do Rio Vermelho, onde havia ingerido bebidas alcoólicas e gerado confusão durante a saída do estabelecimento. No entanto, ele negou ter bebido na noite do acidente e acusou a vítima de ter feito uma ultrapassagem.
Roberto João Starteri Sampaio responde em liberdade ao processo sobre a morte do publicitário.
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