Justiça
Publicado em 06/09/2019, às 10h09 Yasmin Garrido
A indicação do procurador da República Augusto Aras para chefiar o Ministério Público Federal, como sucessor de Raquel Dodge, foi divulgada nesta quinta-feira (5) pelo presidente Jair Bolsonaro e pegou muitos juristas de surpresa.
O advogado Estácio Nogueira Reis, especialista em direito tributário, destacou que o fato de Aras ser reconhecido pelo combate a crimes econômicos é um dos pontos positivos da nomeação, que ainda depende de aprovação do Senado Nacional.
“Como advogado, preciso enxergar os detalhes de todo o contexto desta indicação do presidente. Augusto Aras é baiano e de confiança de Jair Bolsonaro, mas, já demonstrou, durante a carreira como procurador, alguns posicionamentos que eu questiono, como ter sido resistente à Operação Lava-Jato. No entanto, por ser reconhecido pelo combate a crimes econômicos, acredito que ele vá dar continuidade ao combate à corrupção, com a investigação das autoridades e a fiscalização de atos do poder público”, disse o tributarista.
O criminalista Marinho Soares também acredita que a escolha do presidente foi acertada, mesmo o nome de Augusto Aras não tendo sido listado entre as três escolhas da PGR. ele também mencionou a importância da nomeação para a Bahia.
“A indicação de Augusto Aras, indubitavelmente, ascende a Bahia, ainda mais, como um estado de grande importância no cenário jurídico brasileiro, além de levar ao comando do Ministério Público nacional uma pessoa de conduta profissional irretocável e de um caráter ímpar”, comentou.
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