Justiça

Atual vice-presidente da OAB-BA lança candidatura à presidência do órgão após Fabrício Castro desistir da reeleição

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Atual presidente ainda lançou chapa com duas mulheres

Publicado em 19/08/2021, às 20h39    Reprodução/Instagram    Lucas Pacheco

Alguns minutos após o atual presidente da OAB/BA, Fabrício Castro, anunciar, na noite desta quinta-feira (19), em suas redes sociais, as advogadas Daniela Borges e Christianne Gurgel como pré-candidatas a presidente e vice-presidente da entidade, respectivamente, depois de ter desistido de tentar a reeleição, a atual número dois da entidade, Ana Patrícia Dantas Leão, também lançou sua pré-candidatura à presidência da ordem.  Ana Patrícia rompeu, no fim de julho, com a chapa pela qual foi eleita vice em 2018.

Também por meio de publicação em suas redes sociais, a advogada afirmou ser pré-candidata ao comando da OAB/BA, nas eleições que estão marcadas para novembro. Na postagem, Ana Patrícia fez um resumo de sua carreira na advocacia e dos desafios que enfrentou.

Ela também afirmou já ter sofrido violência política pelo fato de ser mulher. “Vivemos em uma sociedade muito machista, onde homens e até algumas mulheres (acreditem) resistem em reconhecer a liderança política das mulheres”.

Alegou ainda que o que a motiva ser presidente da instituição é “A possibilidade de fortalecimento da OAB e da valorização da advocacia que vem sendo muito humilhada na Bahia”.

Em julho, Ana Patrícia Dantas Leão, por meio de uma carta aberta na qual anunciou que estava rompendo com o grupo da atual gestão, deu a entender que a proposta da chapa pela qual foi eleita vice-presidente, em 2018, de lutar pela paridade entre advogados e advogadas no comando da entidade foi somente bandeira eleitoral e que era necessário casar o discurso com a prática.

“Mas é preciso também casar o discurso à prática. Não obstante todas as conquistas femininas no âmbito da nossa Instituição, imperioso reconhecer que ainda temos muito a conquistar e consolidar. E para tanto, precisamos estar atentos para que esta causa não se converta em um discurso dissociado da prática: que “A MULHER” não seja apenas uma bandeira utilizada para viabilizar os projetos e anseios políticos daqueles que, historicamente, conduzem e protagonizam o processo político, seja na estrutura político-partidária, seja no âmbito – não menos importante – da nossa política institucional. ” 

A advogada é apontada como o principal nome de oposição à chapa de Daniela Borges e Christianne Gurgel.

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