Justiça

Eleição OAB-BA: Ordem está “fechada num feudo”, avalia Dinailton Oliveira

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Declaração do candidato a presidente da entidade foi feita durante entrevista ao programa de rádio "Direto ao Ponto"

Publicado em 05/11/2021, às 07h32    Divulgação    Redação BNews

O advogado Dinailton Oliveira, candidato à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil seção Bahia (OAB-BA), e ex-presidente da entidade, avalia que o poder econômico está influenciando a eleição que escolherá a próxima mesa diretora da Ordem.

O sufrágio para escolher os representantes da categoria para o  triênio 2022/2024 acontece no próximo dia 24 de novembro (quarta-feira).

“As duas outras chapas concorrentes são lideradas por pessoas que estão na direção da Ordem há cerca de dez anos e nada fizeram. A OAB está fechada num feudo, os advogados que não pertencem à minoria elitizada não são sequer recebidos pelo presidente", opinou durante entrevista ao programa Direto ao Ponto, na Rádio Nazaré.

"É impressionante o poder econômico envolvido na campanha, com a promoção de festas e outros eventos na tentativa de atrair jovens advogados”, continuou. Na ocasião, Oliveira também questionou o valor gasto pela OAB-BA em 2020 com despesas consideradas ordinárias - R$21 milhões.

Ele considerou o custo muito alto para uma estrutura que possui quatro subseções além das que deixou em sua gestão entre 2004 e 2006. O candidato também classificou a atuação da entidade como "omissa", e frisou que atendeu a "convocação" de um grupo de advogados para se candidatar.

Oliveira salientou que disputa o sufrágio com a missão de reabrir a entidade para toda a categoria e a sociedade. Segundo ele, a redemocratização da Ordem é uma das prioridades da chapa "OAB pra Valer" que encabeça ao lado da  advogada D´jane Silva, sua candidata à vice-presidência. 

“Dizem que sou um sonhador, mas não é isso. O que acontece é que eu entendo que o meu bem-estar depende do bem-estar dos colegas e dos cidadãos”, comentou o candidato. Outra prioridade da chapa é retomar a campanha "Justiça pra Valer", implantada na sua primeira gestão com o objetivo de reestruturar o Poder Judiciário. 

Na opinião de Oliveira, a "fragilidade estrutural" da Justiça estadual precisa ser enfrentada com diálogo,  firmeza e independência, para sanar o déficit de juízes e servidores que tem inviabilizado a prestação jurisdicional, sobretudo no interior do estado. 

“A realidade hoje é que temos 151 comarcas sem juiz e isso é um absurdo, é o caos”. 

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