Justiça

Família de Colombiano e Catarina Galindo faz campanha contra impunidade

Imagem Família de Colombiano e Catarina Galindo faz campanha contra impunidade
O casal foi moto em 2010. Acusados não foram julgados  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 08/01/2013, às 17h09   Redação Bocão News (twitter: @bocaonews)


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Diante da impunidade dos acusados de matar e mandar matar o casal Paulo Colombiano e Catarina Galindo, em junho de 2010, familiares e amigos decidiram chamar atenção para o caso novamente. Desta vez, de uma forma que tocasse a população de um jeito diferente. Foram espalhados outdoors pela cidade com a seguinte frase: 3º Natal sem eles. Não esperemos o próximo para que os assassinos passem na prisão.

A campanha começou na semana antes da festa natalina e termina nesta sexta-feira (11/01). As peças estão espelhadas pelos quatro cantos da capital baiana, entre estes, os bairros do Canela e do Barris, além da Cidade Baixa. Esta foi uma ação pontual e silenciosa, mas se trata de mais uma tentativa de não deixar o crime cair no esquecimento da Justiça. “Não queríamos nos expor mais. Queremos que a mensagem corra por si”, explica o filho de Catarina, Eder Galindo. E ele complementa. “O que não quer dizer que outras ações não possam ocorrer depois”.

Segundo o rapaz, a intenção era atingir outros espaços da sociedade, que não os de amigos e pessoas próximas, mas ultrapassar a barreira dos ciclos de amizade e família, que estão diariamente na luta pela punição dos acusados. No último dia 29 de dezembro, completou dois anos e seis meses dos homicídios.

Até agora, mesmo com denúncia do Ministério Público e pedido de prisão preventiva, os cinco envolvidos no crime continuam soltos. Para o presidente da CTB-BA, Aldilson Araújo, a situação é inaceitável, pois a polícia já comprovou a culpa dos envolvidos. Segundo o sindicalista, a sensação é de impunidade, por conta do poder aquisitivo dos empresários, mandantes dos assassinatos.

Para o presidente do diretório municipal do PCdoB, Geraldo Galindo, irmão de Catarina e cunhado de Colombiano, os criminosos deveriam permanecer presos até o julgamento e ser punidos nos rigores da lei.


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