Justiça
O ministro Marco Buzzi, afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) há três semanas após denúncias de assédio sexual, voltou a movimentar os bastidores da Justiça. Na semana passada, ele enviou mensagens de WhatsApp a ex-funcionários de seu gabinete pedindo uma “declaração” sobre sua conduta no ambiente de trabalho, segundo a coluna de Lauro Jardim, de O Globo.
Nos textos, Buzzi afirma não estar solicitando depoimentos formais nem testemunhos sobre os episódios investigados, mas sugere que uma simples mensagem poderia fortalecê-lo.
“Essa sua simples declaração, em uma mensagem de zap ou e-mail, em nada prejudica e muito me fortalece. Não estou pressionando, apenas consultando”, escreveu. O ministro orienta que os ex-assessores poderiam apenas relatar que, durante o período em que trabalharam com ele, sua conduta foi “normal no local de trabalho”.
O pedido ocorre em meio às apurações conduzidas pelo CNJ, STJ e STF, que investigam duas acusações de importunação sexual contra o magistrado. Buzzi nega todas as denúncias e segue afastado cautelarmente desde fevereiro, com licença médica de 90 dias.
A iniciativa de buscar declarações informais reacende o debate sobre a postura do ministro diante das investigações e sobre os limites de contato com ex-colaboradores em um processo que corre sob sigilo.
Linha do tempo do caso Marco Buzzi
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