Justiça

Advogado preso por agredir mulher, João Neto critica suspensão da OAB: 'Só posso atribuir isso ao racismo'

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Em vídeo nas redes sociais, João Neto questiona a OAB sobre a proteção a advogados em outros crimes  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais
Redação BNews

por Redação BNews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 23/05/2025, às 08h42



O advogado e influenciador digital João Neto, que responde em liberdade pelo crime de violência doméstica contra a companheira, utilizou as redes sociais para compartilhar um vídeo criticando a suspensão de seu registro profissional pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

No conteúdo gravado diretamente de um imóvel de alto padrão, João Neto afirma que a suspensão se deu devido ao preconceito racial. 

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"Esse negro aqui vai continuar vivendo bem, comprando o que quiser. Não vão me impedir. Só posso atribuir isso ao racismo", declarou.

Já na legenda da publicação, o influenciador sugeriu que está sendo tratado de forma diferente por conta de sua origem e cor. "Por que a OAB protege alguns em casos graves como tráfico ou corrupção, mas não se posiciona quando se trata de um advogado negro, filho da periferia? Dois pesos, duas medidas?", indagou.

A suspensão preventiva por 90 dias ocorreu durante um julgamento realizado pelo Tribunal de Ética e Disciplina da seccional da Bahia. A decisão, no entanto, ocorreu por um processo ético-disciplinar instaurado antes da prisão do advogado. João Neto era investigado por "conduta incompatível com a dignidade da profissão e com o exercício profissional da advocacia".

Prisão

João Neto foi preso em flagrante no dia 14 de abril, em Maceió, acusado de agredir a namorada. Câmeras de segurança flagraram a mulher sangrando no hall do prédio onde mora, enquanto o advogado aparecia nas imagens empurrando um pano no ferimento.

Moradores do edifício relataram ter ouvido gritos e sons de agressão, acionando a polícia imediatamente. A vítima precisou ser encaminhada a um hospital devido aos ferimentos.

Durante buscas, os gentes  localizaram João Neto nas proximidades do hospital onde a mulher recebeu atendimento. Ele estaria circulando de motocicleta com outra pessoa na garupa, realizando manobras nas redondezas da unidade de saúde. A partir disso, os policiais deram voz de prisão ao advogado e o conduziram à delegacia.

No dia 13 de maio, a Justiça de Alagoas expediu uma decisão que regovou sua prisão preventiva. No entanto, o advogado deverá cumprir medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições.

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