Justiça
por Bernardo Rego
Publicado em 22/09/2026, às 10h03
Após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de determinar o afastamento e perda do cargo do ministro Marco Buzzi acusado de assédio sexual, importunação sexual e injúria, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a perda de cargo e a suspensão dos pagamentos dos vencimentos de Buzzi.
Apesar da decisão do STJ, Buzzi foi mantido afastado do cargo, mas seguiu recebendo salário proporcional ao tempo de contribuição.
"A AGU requer, em caráter de urgência, a suspensão imediata do pagamento dos vencimentos proporcionais ao ministro até o julgamento definitivo da ação. Subsidiariamente, pede que esses valores sejam retidos em conta judicial vinculada", escreveu a AGU em nota.
A AGU solicita ainda que os valores sejam retidos em conta judicial vinculada. "No mérito, a União requer que o STF decrete a perda do cargo de ministro do STJ. Pede também a tramitação da ação em segredo de justiça para proteção de dados relativos à intimidade das vítimas, bem como a aplicação das medidas necessárias para observância do julgamento com perspectiva de gênero, em especial a aplicação do entendimento firmado no Tema 1451 e na ADPF 1107 que garantem a proteção da honra e intimidade das denunciantes", acrescenta a AGU.
A medida representa a primeira aplicação da nova sanção disciplinar mais severa destinada a magistrados após mudanças promovidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Até então, a penalidade máxima prevista era a aposentadoria compulsória com remuneração proporcional.
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