Justiça

AMB repudia ataques racistas contra conselheiro do CNJ e reforça cobrança por responsabilização

Amagis DF
Investigação em andamento busca identificar autores dos ataques racistas durante transmissão do programa Paraná Lilás  |   Bnews - Divulgação Amagis DF
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 22/03/2026, às 10h40



A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) divulgou nota de repúdio após os ataques racistas sofridos pelo conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Fábio Francisco Esteves, durante uma live institucional.

O posicionamento ocorre após a repercussão do caso revelado pelo BNews, que mostrou que o magistrado foi alvo de comentários racistas em um evento virtual promovido por escola judicial, com mensagens ofensivas publicadas no chat da transmissão.

A manifestação da AMB também se estende à juíza auxiliar da Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), Franciele Pereira do Nascimento, igualmente alvo das ofensas. O episódio gerou indignação no Judiciário e mobilizou diversas instituições.

Na nota, a entidade classificou as ofensas como incompatíveis com os princípios constitucionais e com o ambiente democrático. A AMB destacou que "condutas dessa natureza violam princípios fundamentais assegurados pela Constituição" e não podem ser admitidas, especialmente em espaços voltados ao debate público e à promoção de direitos.

A associação também manifestou solidariedade aos magistrados e afirmou que irá atuar para garantir a apuração rigorosa do caso. Segundo a entidade, é fundamental que haja responsabilização dos envolvidos, reforçando o compromisso com a dignidade da pessoa humana, a igualdade e o Estado Democrático de Direito.

O caso aconteceu durante uma transmissão do programa Paraná Lilás, quando comentários racistas foram direcionados aos magistrados enquanto participavam da atividade institucional. As mensagens foram registradas e já são alvo de investigação para identificação dos autores.

Em entrevista ao BNews, Fábio Esteves afirmou que pretende buscar responsabilização criminal e destacou que o episódio evidencia o caráter estrutural do racismo, que atinge mesmo ocupantes de altos cargos no sistema de Justiça.

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