Justiça

Aposentadoria para quem cuida do lar? Sim, é possível e mais barato do que se imagina

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Descubra como donas de casa podem se aposentar com contribuição reduzida ao INSS e garantir benefícios essenciais  |   Bnews - Divulgação Foto: Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 29/06/2026, às 12h15



No meio da correria diária de cuidar da casa e da família, a ideia da aposentadoria parece um sonho distante para muitas donas de casa no Brasil. Sem um emprego com carteira assinada, a sensação é de que nunca será possível contribuir para o INSS. O que pouca gente sabe, no entanto, é que existe um caminho criado exatamente para essas pessoas: uma contribuição especial, com valor reduzido.

Essa modalidade permite que pessoas dedicadas exclusivamente ao trabalho doméstico e que fazem parte de famílias de baixa renda possam pagar ao INSS apenas 5% do salário mínimo. É uma porta de entrada para a segurança que a previdência oferece, pensada para quem mais precisa.

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O advogado Eddie Parish, que lida diariamente com essas questões, comenta que a falta de informação ainda é a maior barreira. "Recebemos muitas mulheres que acham que nunca vão se aposentar por não terem um emprego formal. Elas ficam surpresas ao descobrir que existe essa opção mais barata, feita justamente para quem se encaixa no perfil de baixa renda e cuida da família em tempo integral", ele explica.

Mas, para ter esse direito, há algumas regrinhas. A pessoa não pode ter outra fonte de renda e a família precisa ter um ganho total de, no máximo, dois salários mínimos. O ponto principal é estar com a inscrição no Cadastro Único (CadÚnico) do Governo Federal em dia. É esse cadastro que comprova a situação de baixa renda.

Pagando essa guia mensalmente, o que pode ser feito com o código certo na Guia da Previdência Social (GPS), a dona de casa passa a ter direito a benefícios que fazem toda a diferença. Estamos falando da aposentadoria por idade (aos 62 anos para mulheres), do auxílio-doença, do salário-maternidade e, em casos mais difíceis, da pensão por morte para os dependentes ou da aposentadoria por invalidez.

Parish dá um alerta importante sobre o CadÚnico: "Vemos muitos casos darem errado por causa de um detalhe: o cadastro desatualizado. Se o INSS for checar e a informação não bater, todo o esforço de contribuição pode ser em vão. Manter isso em ordem é o segredo para não ter dor de cabeça lá na frente".

Ele também lembra que, embora seja uma ótima opção, essa contribuição não conta para a aposentadoria por tempo de contribuição. Por isso, vale a pena sentar e fazer as contas. "Cada caso é um caso. Às vezes, dependendo do objetivo da pessoa, pode fazer sentido pagar um pouco mais para ter um benefício maior no futuro. Um bom planejamento ajuda a tomar a melhor decisão para a realidade de cada um", conclui o especialista.

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