Justiça

Baiano Wellington César pode voltar a ser ministro da Justiça

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Jaques Wagner e Rui Costa são alguns dos padrinhos que apoiam a indicação de Wellington para o cargo de ministro  |   Bnews - Divulgação Arquivo / Agência Brasil
Claudia Cardozo

por Claudia Cardozo

claudia.cardozo@bnews.com.br

Publicado em 09/01/2026, às 09h31



O substituto do ministro Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça e Segurança Pública pode vir da Bahia. O nome que circula com mais intensidade nos corredores do poder em Brasília é o do ex-procurador-geral de Justiça da Bahia (PGJ-BA) por dois mandatos, Wellington César Lima e Silva. Em apuração nos bastidores, o BNEWS confirmou que o baiano não só está entre os favoritos, como conta com o endosso de figuras políticas de peso que dão tração à sua possível indicação.

Padrinhos
O principal padrinho político de Wellington é o senador e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). Foi Wagner quem o nomeou como PGJ-BA, inicialmente a partir da lista tríplice, onde Wellington foi o terceiro mais votado, em 2010. Ele foi posteriormente reconduzido ao cargo, demonstrando a confiança do grupo político, mas já com apoio da classe, sendo o mais votado na lista tríplice, no ano de 2012.

Além de Wagner, o ex-governador e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e o secretário de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, também manifestam apoio à indicação do baiano.

Breve mandato

Não é a primeira vez que o baiano tem seu nome associado ao comando da pasta. Durante o turbulento governo da ex-presidente Dilma Rousseff, ele chegou a ser nomeado e empossado como ministro da Justiça, em um momento histórico, em março de 2016, quando o impeachment da ex-presidente ganhou força.

No entanto, a nomeação foi barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão liminar, o ministro Gilmar Mendes, determinou que Wellington, que era membro do Ministério Público da Bahia (MPBA), precisaria escolher entre a chefia da pasta ministerial e o cargo de procurador de Justiça.

Diante da instabilidade política que assolava o país no auge do processo de impeachment de Dilma, Wellington optou pela segurança institucional do Ministério Público baiano.

Agora vai
A situação hoje é consideravelmente diferente. Em apuração em off do BNEWS, as chances de Wellington aceitar a missão desta vez são elevadas. Ele está aposentado do MPBA e, atualmente, ocupa o cargo de Assessor Especial na Diretoria Executiva da Petrobras, um posto de grande relevância.

Com um cenário político de maior estabilidade, a possibilidade de assumir o Ministério da Justiça eleva. Válido lembrar que a pasta é uma das mais importantes do governo, por tratar de assuntos como segurança pública.

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