Justiça

Brasil é 4º país com mais acidentes de trabalho no mundo; subprocurador geral do Trabalho faz alerta importante

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Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 25/04/2025, às 13h15 - Atualizado às 13h16



Mesmo com avanços na legislação e o acesso maior à informação, o Brasil é o quarto país com o maior número de acidentes de trabalho no mundo. Essa realidade preocupante mostra que mais do que falhas pontuais, enfrentamos um problema estrutural que vai muito além da fiscalização: a ausência de uma cultura de valorização do trabalho. "Esse desvalor do trabalho humano, que é uma característica da civilização brasileira, desemboca no desrespeito e descumprimento das normas de segurança e saúde no trabalho”, alerta o subprocurador Geral do Trabalho, Manoel Jorge e Silva Neto.

Ainda de acordo com o jurista, a maioria dos acidentes poderia ser evitada se as regras já existentes fossem cumpridas: "Nunca, em toda minha atuação, uma denúncia sobre descumprimento de normas de segurança deixou de se confirmar. Isso é gravíssimo e revela uma cultura de descaso com a saúde dos trabalhadores brasileiros", afirma.

Por mais que existam comissões internas de prevenção de acidentes e sindicatos que atuam de forma relevante sobre o assunto, essa realidade preocupante só terá mudanças a partir de um esforço em conjunto.

Segundo o subprocurador, o Ministério Público do Trabalho (MPT) tem realizado seminários, audiências públicas e publicações para ampliar o debate e o conhecimento sobre o tema.O Órgão também atua de forma sistemática através da Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho (Codemat), que é responsável por criar estratégias de combate às irregularidades. “Utilizamos o inquérito civil público para investigar as denúncias e, quando necessário, acionamos o Judiciário com ações civis públicas, buscando garantir um ambiente de trabalho seguro”, explica.

Ainda segundo Manoel Jorge, é fundamental e urgente que os trabalhadores, empregadores, sindicatos e o próprio Estado se unam para alcançar o objetivo comum de colocar a saúde do trabalhador em primeiro lugar: “A mudança precisa ser cultural. Respeitar a saúde do trabalhador é essencial para uma sociedade justa, segura e mais humana”, conclui.

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