Justiça

“Cabeça de juiz, dianteira de padre e traseira de burro não são confiáveis”, dispara procurador

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Magistrado publicou nota na rede social oficial do Ministério Público do Maranhão se retratando  |   Bnews - Divulgação Reprodução Redes Sociais
Redação

por Redação

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Publicado em 28/01/2025, às 20h42



Uma frase polêmica causou um grande alvoroço na Justiça maranhense nesta semana. A fala em questão foi dita pelo procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, durante sessão extraordinária do Colégio de Procuradores de Justiça, realizada na segunda-feira (27).

O procurador-geral fez comparações duvidosas e negativas quanto a decisões de juízes e ainda sobre escândalos sexuais envolvendo padres, ao falar sobre uma representação ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

“É aquela velha história: depois que você vai para o Conselho Nacional, aí você perdeu o controle da coisa. O relator conselheiro é como se fosse um juiz: cabeça de juiz, dianteira de padre e traseira de burro não são confiáveis. Vamos aguardar e, se Deus quiser, eu tenho plena convicção de que está tudo certo. Mas vamos aguardar”, disse o procurador.

Após a declaração, a Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA), que congrega 427 associados, repudiou as afirmações. “Qual propósito há em tecer tal esdrúxula referência negativa à independência e ao livre convencimento motivado da magistratura, elementos essenciais ao pleno exercício da atividade judicante?”, questionou a associação em nota.

“Comentários públicos genéricos, impróprios e desabonadores às interpretações proferidas no âmbito da atuação jurisdicional são incompatíveis com a liturgia e a honorabilidade intrínsecas às instituições do Sistema de Justiça”, completou a AMNA.

Defesa

O procurador-Geral de Justiça publicou nota na rede social oficial do Ministério Público do Maranhão se retratando: “Para afastar qualquer espécie de mal-estar, pede escusas para o caso de involuntariamente ter passado qualquer impressão negativa, pois, na verdade, quis expressar apenas que os juízes são independentes e imparciais e que suas decisões, naturalmente, com base nesses princípios, são imprevisíveis, como de fato devem ser”.

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