Justiça
Após passar dois meses preso, o líder indígena Welington Ribeiro de Oliveira, cacique Suruí Pataxó, foi solto nesta sexta-feira (12). Ele foi preso por porte ilegal de armas e associação criminosa. O homem foi detido em 7 de julho em meio a uma ação conjunta entre a Polícia Federal (PF) e a Força Nacional de Segurança Pública, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia.
O relatório policial apontou um suposto envolvimento com a organização criminosa Anjos da Morte, o que foi contestado pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Porto Seguro. Por isso, a prisão preventiva foi revogada. Segundo a sentença, o documento não apresenta provas concretas da relação de Suruí com o grupo. Além disso, não há registros de comunicação entre ele e os suspeitos investigados por integrar a facção.
Os policiais afirmam que, durante a operação, Suruí Pataxó foi encontrado com diversas armas. Porém, o juiz analisou que é desproporcional manter a prisão em regime fechado, já que os crimes dos quais o cacique é acusado imputam penas mínimas de um ano e em regime semiaberto.
O magistrado Willian Bossaneli Araújo afirmou: "Nesse contexto, o fundamento de participação em organização criminosa, nesse momento processual, deixou de existir, pois ausentes indícios concretos de autoria".
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Mesmo solto, Suruí terá que obedecer algumas medidas cautelares estabelecidas pelo juiz. confira a seguir:
A prisão do Cacique Suruí
Suruí Pataxó foi encontrado durante um patrulhamento feito pela PF com a Força Nacional, no dia 7 de julho, no carro com outras três pessoas transportando armas e munições. Na época, foram apreendidas:
Depois da prisão da liderança, um grupo de indígenas fecharam a BR-101, em Itamaraju, para protestar contra a detenção. Durante o ato, uma mulher tentou ultrapassar o bloqueio e teve o caminhão destruído.
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