Justiça

Cacique preso por suspeita de porte de armas é solto após dois meses

Reprodução Redes Sociais
Mesmo solto, cacique Suruí Pataxó deve seguir medidas cautelares  |   Bnews - Divulgação Reprodução Redes Sociais
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 13/09/2025, às 15h01 - Atualizado às 16h31



Após passar dois meses preso, o líder indígena Welington Ribeiro de Oliveira, cacique Suruí Pataxó, foi solto nesta sexta-feira (12). Ele foi preso por porte ilegal de armas e associação criminosa. O homem foi detido em 7 de julho em meio a uma ação conjunta entre a Polícia Federal (PF) e a Força Nacional de Segurança Pública, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia.

O relatório policial apontou um suposto envolvimento com a organização criminosa Anjos da Morte, o que foi contestado pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Porto Seguro. Por isso, a prisão preventiva foi revogada. Segundo a sentença, o documento não apresenta provas concretas da relação de Suruí com o grupo. Além disso, não há registros de comunicação entre ele e os suspeitos investigados por integrar a facção.

Os policiais afirmam que, durante a operação, Suruí Pataxó foi encontrado com diversas armas. Porém, o juiz analisou que é desproporcional manter a prisão em regime fechado, já que os crimes dos quais o cacique é acusado imputam penas mínimas de um ano e em regime semiaberto.

O magistrado Willian Bossaneli Araújo afirmou: "Nesse contexto, o fundamento de participação em organização criminosa, nesse momento processual, deixou de existir, pois ausentes indícios concretos de autoria". 

Inscreva-se no canal do BNews no YouTube

Mesmo solto, Suruí terá que obedecer algumas medidas cautelares estabelecidas pelo juiz. confira a seguir:

  • mensalmente, o cacique deve comparecer em juízo para informar e justificar atividades.
  • Proibição de contato entre ele e os adolescentes que o acompanhavam no momento da prisão, bem como testemunhas do caso.
  • Proibição de se ausentar da região sem prévia autorização judicial.
  • Recolhimento domiciliar entre 20h e 6h e nos dias de folga.

A prisão do Cacique Suruí

Suruí Pataxó foi encontrado durante um patrulhamento feito pela PF com a Força Nacional, no dia 7 de julho, no carro com outras três pessoas transportando armas e munições. Na época, foram apreendidas:

  • 1 pistola 9mm com numeração raspada;
  • 1 pistola calibre.380, também com numeração raspada;
  • 198 munições calibre 9mm;
  • 135 munições calibre.380;
  • 23 munições calibre.44;
  • 27 munições calibre 5.56 deflagradas;
  • 1 munição calibre 12;
  • 1 munição calibre.22;
  • 1 munição calibre.32;
  • 2 carregadores alongados calibre 9mm com capacidade para 31 disparos cada;
  • 4 carregadores calibre.380;
  • 1 coldre de pistola 9mm na cor bege;
  • 1 balaclava camuflada.

Depois da prisão da liderança, um grupo de indígenas fecharam a BR-101, em Itamaraju, para protestar contra a detenção. Durante o ato, uma mulher tentou ultrapassar o bloqueio e teve o caminhão destruído.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)