Justiça

Cármen Lúcia debocha de ameaça de bomba durante palestra: "Pior para quem mandar"

Agência Brasil
Ministra do STF usa bom humor para falar sobre ameaça e destaca a epidemia de feminicídio que afeta mulheres no país.  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 18/03/2026, às 19h49 - Atualizado às 19h49



A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, revelou ter sido alvo de uma ameaça de bomba nesta quarta-feira (18). O relato foi feito durante uma palestra sobre violência política de gênero no Centro Universitário de Brasília (Ceub).  

Apesar da ameaça, a ministra usou o bom humor para detalhar como recebeu a informação sobre o episódio. 

"Não morro de jeito nenhum. Faço um parêntese: agora de manhã, vindo para cá, me comunicaram que mandaram uma bomba para me matar. No meio de estudantes, todos viram meus advogados em dois minutos. Pior para quem mandar. Melhor não mandar. Nem sei se é fato, sei que está sendo noticiado. Só sei que estão me ligando. Sei que estou vivíssima, cada vez mais", disse Cármen.

Ainda durante a palestra, a ministra citou casos recentes de feminicídio e classificou a violência contra a mulher no Brasil como uma “epidemia”.

"Tentam nos matar de várias formas. Nós resolvemos viver de todas as formas, de qualquer forma. Esse assassinato constante de mulheres precisa parar. No Brasil, é uma epidemia", disse.

Os ministros do STF contam com uma equipe de segurança pessoal formada por policiais judiciais. Nos últimos anos, a Corte elevou os investimentos na defesa dos magistrados. Segundo a CNN Brasil, para este ano, o Supremo aprovou um orçamento de R$ 72 milhões para a segurança institucional. Em 2020, esse valor era de aproximadamente R$ 40 milhões.

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