Justiça

Carro preso em fenda de ponte que desabou entre Tocantins e Maranhão pode ser removido

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Decisão da Justiça Federal destaca a urgência na retirada de carro que ficou preso após tragédia na ponte  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais @vshenrique
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 20/01/2025, às 10h03



Após quase um mês, o carro que ficou preso na fenda da ponte que desabou em Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA) tem prazo para ser retirado. A Justiça Federal deu 10 dias para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) retirar um dos veículos que está sobre a parte da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira. O Dnit afirmou que vai se posicionar sobre a decisão na segunda-feira (20).

A ponte que ligava Tocantins e Maranhão desabou na tarde de 22 de dezembro de 2024. Dez veículos, entre carros, motos, caminhonetes e carretas caíram no rio Tocantins. Dentre as vítimas que caíram na água, um homem sobreviveu, 14 pessoas morreram e três ainda estão desaparecidas.

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Em trecho do documento expedido pela 1ª Vara Federal Cível e Criminal da SSJ de Imperatriz (MA) afirma que: “O perigo de dano, por sua vez, surge do fato de que o autor utiliza o veículo como instrumento de trabalho (vendedor/representante comercial de produtos agropecuários), o que agrava os prejuízos advindos da impossibilidade de uso do bem". 

A decisão foi publicada no dia 15 de janeiro. No documento ainda trata sobre a postura do departamento, o juiz Georgiano Rodrigues Magalhães Neto aponta que há fortes indícios da “conduta omissiva do Dnit” em adotar medidas preventivas ou para reparar a estrutura da ponte.

No carro que ficou preso na fenda viajavam três pessoas no dia do acidente. Em entrevista a TV Globo, a jovem Laís Lucena disse que estava no carro junto com o esposo e a cunhada. Ela descreveu o sentimento após ver outros veículos desabarem junto com a estrutura.

"Para nós estarmos aqui hoje é um milagre. Não temos explicação de como a gente conseguiu sair dali, porque só Deus que nos orientou. Não deu tempo de pensar o que tinha que fazer, a gente só saiu correndo e pulando as rachaduras. Inacreditável essa tragédia infelizmente com vítimas. E hoje a minha vida é um milagre de Deus", contou.

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