Justiça
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, liberou nesta quarta-feira (8) para julgamento a ação que pede a fixação de limites para acordos de delação premiada. Relator do caso, ele solicitou a inclusão do processo na pauta do plenário físico da Corte.
A análise do tema ocorre em um momento em que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e seu cunhado, o empresário Fabiano Zettel, preparam uma proposta de delação premiada, o que reforça a relevância do debate no cenário atual.
A ação tramita desde 2021 e foi protocolada pelo Partido dos Trabalhadores (PT). A legenda defende que o Supremo estabeleça parâmetros claros para os acordos de colaboração firmados com investigados, com o objetivo de dar maior segurança jurídica ao instrumento.
Na ação, o PT pede que o STF fixe que:
Entre os pontos levantados, o partido sustenta que delações assinadas por investigados presos devem ser consideradas nulas. A ação também propõe que a chamada delação cruzada, quando um acusado aponta outro, não possa ser utilizada como base para a decretação de medidas cautelares.
Outro aspecto defendido pelo PT é a garantia de liberdade entre as partes para negociar as cláusulas dos acordos, desde que respeitados limites previamente estabelecidos em lei. A sigla argumenta que a ausência de regras mais objetivas pode abrir margem para abusos ou insegurança na aplicação desse tipo de colaboração.
Ainda não há data definida para o julgamento. Caberá ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, decidir quando o caso será levado ao plenário.
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