Justiça

Caso Mãe Bernadete: Advogado revela estratégia sobre defesa do suposto mandante do crime

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Primeiro dia do júri popular do caso Mãe Bernadete aconteceu nesta segunda-feira  |   Bnews - Divulgação Divulgação/ Conaq
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 13/04/2026, às 19h27



O primeiro dia do júri popular do caso Mãe Bernadete aconteceu nesta segunda-feira (13) no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. Um dos réus é Marílio dos Santos, o maquinista, apontado como mandante do crime que aconteceu em agosto de 2023 no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, onde ela foi executada com mais de 20 tiros. A presidente do júri é a juíza Gelzi Maria Almeida Souza.

Em entrevista exclusiva ao Bnews, o advogado Marcos Rudá contou que vai sustentar perante a tribuna do júri pela absolvição do seu cliente por acreditar que não há provas suficientes que o envolva no homicídio da Mãe Bernadete.

"Nossa expectativa enquanto advogado de Marilio dos santos [o Maquinista], é pela absolvição. A gente entende que o processo não tem provas contundentes de que foi ele o mandante do crime. São provas "vazias" que não são capazes de formar com convicção a participação dele no crime, portanto vamos sustentar pela absolvição do Marilio (acusado de ser o mandante da execução)", disse o advogado.

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Ele acrescentou que o outro réu no processo, o Arielson, confessor que foi um dos executores e não fez qualquer relação com Marilio (que está foragido). O jurista disse ainda acreditar que só estão vinculando o nome do seu cliente ao crime por ele já responder a outros processos e possuir uma extensa ficha criminal. O advogado acredita que o veredito final deve ser divulgado nesta terça-feira (14).

Relembre o crime

Mãe Bernadete faleceu em 17 de agosto de 2023, após ser brutalmente baleada com 25 tiros. Na ocasião, homens armados invadiram sua residência e dispararam contra ela. A líder quilombola integrava o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH) do Governo Federal. Apesar de contar com escolta armada, a sede do Quilombo Pitanga dos Palmares, onde vivia, era monitorada por câmeras de segurança.

Josevan Dionísio dos Santos, Sérgio Ferreira de Jesus e Ydney Carlos dos Santos de Jesus também fora denunciados, mas não ainda não tem data do julgamento deles. Ydney também é apontado como mandante do crime.

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