Justiça
A família da líder quilombola Mãe Bernadete, assassinada a tiros em agosto de 2023, entrou com uma ação na Justiça pedindo uma indenização de R$ 11,8 milhões por danos morais contra a União Federal, o Governo da Bahia, o Instituto Proteger e o Instituto IDEAS. Segundo informações do g1, o processo aponta falhas que levaram ao homicídio da ialorixá e problemas posteriores ao crime.
A defesa pede a quantia milionária por danos morais para os três netos que estavam com Mãe Bernadete no dia do crime e uma filha dela, mãe dos jovens. O processo pede ainda a inclusão do neto da ialorixá, Wellington Gabriel de Jesus dos Santos, no Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos (PPDDH).
O advogado David Mendez, que moveu a ação, frisa ao g1 que dados mostram como a participação estatal é "um desastre". "Desde a demora para a demarcação do território, a instalação de um presídio dentro do território [Colônia Penal de Simões Filho], que inicialmente seria uma fábrica de sapato, a permissividade da ocupação de membros de facções nas terras quilombolas, chegando com as falhas do programa de proteção, que é tocado por pessoas que não tem expertise para isso", afirma.
Mendez cita ainda os problemas envolvendo a segurança de Wellington Gabriel, que passou a ser acompanhado em novembro do ano passado, meses após assumir a liderança da associação quilombola. A defesa aponta, entre as falhas, a falta de blindagem e manutenção no carro usado pelo neto de Mãe Bernadete, fato dele não usar colete à prova de balas e a constante mudança do responsável pela segurança.
Advocacia-Geral da União (AGU) informou que a União ainda não foi intimada de que a referida ação foi ajuizada. O Governo do Estado ainda não se manifestou.
Relembre o caso
Mãe Bernadete foi assassinada na noite de 17 de agosto de 2023, na sede do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Criminosos teriam invadido o terreiro da comunidade, feito familiares reféns e executado a ialorixá a tiros. Os netos citados no processo estavam em casa na hora do crime, mas foram retirados do cômodo.
Após a execução, os suspeitos levaram celulares da líder quilombola e das testemunhas. A Polícia Civil acredita que o crime foi encomendado por traficantes de drogas da região, pois Mãe Bernadete era contra e agia para impedir a venda no território quilombola.
Até o momento, quatro suspeitos já foram presos, enquanto outros dois seguem foragidos.
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