Justiça

Caso Mãe Bernadete: Filho da líder quilombola faz forte desabafo durante julgamento dos acusados de matá-la: “Crime bárbaro”

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Jurandir Pacífico expressa indignação durante julgamento dos acusados da morte de sua mãe, Mãe Bernardete, em Salvador  |   Bnews - Divulgação Reprodução / BNews


O filho da líder quilombola Mãe Bernardete, Jurandir Pacífico, fez um forte desabafo, nesta terça-feira (14), durante o segundo dia de julgamento dos acusados da morte de sua genitora, em Salvador, no Fórum Ruy Barbosa, após o primeiro dia de júri ter sido suspenso no dia anterior.

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Jurandir comentou o sentimento geral da família com o caso, as circunstâncias do assassinato de Bernadete e disparou contra Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos, homens julgados nesta terça pela morte da religiosa, ao afirmar que o crime é “bárbaro” e que, segundo os suspeitos, teria sido apenas “para dar um susto”.

O sentimento da família e da sociedade civil é que se faça justiça por esse crime que abalou não só a Bahia, mas o Brasil e o mundo. Crime bárbaro. Uma ativista, uma líder quilombola conhecida nacionalmente e internacionalmente, que era a mãe Bernadette, foi assassinada de forma brutal, com 25 tiros, sendo 12 no rosto e 13 no tórax. E, no primeiro dia de julgamento, o assassino teve a desfaçatez de dizer que só foi para dar um susto. Agora imaginemos: ele disse que foi para dar um susto e deu 25 tiros. E, se ele fosse com a intenção de matar, daria quantos tiros? É a pergunta que não quer calar”, disparou  Pacífico.

Conduzido pela juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos, o julgamento acontece na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador. A sessão começou na última segunda-feira (13) e foi suspensa após o interrogatório de Arielson. Antes disso, três testemunhas foram ouvidas ao longo do dia.

ASSISTA:

Relembre o caso

Mãe Bernadete foi morta com 25 tiros dentro de sua residência, em 17 de agosto de 2023. O crime ocorreu na sede da associação quilombola da comunidade de Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. No momento do ataque, três netos da vítima — de 12, 13 e 18 anos — estavam no local.

As investigações indicam que o assassinato pode estar ligado à atuação firme da líder contra a presença do tráfico de drogas no território quilombola.

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