Justiça

Caso Marco Buzzi: Defesa de ministro do STJ fala em retrocesso 'inaceitável' e contesta denúncias de importunação

Sérgio Amaral/STJ
Advogados de Marco Buzzi afirmam que julgamento antecipado é inaceitável e viola garantias do Estado de Direito  |   Bnews - Divulgação Sérgio Amaral/STJ
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 07/02/2026, às 07h56 - Atualizado às 07h57



A defesa do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), alvo de denúncia de suposta importunação sexual contra uma estudante de 18 anos, afirmou que a “tentativa de julgar e condenar” o magistrado antes da abertura formal de uma investigação representa um “inaceitável retrocesso civilizacional”. 

Segundo os advogados João Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, que atuam no caso, o ambiente criado a partir da divulgação das acusações viola garantias básicas do Estado de Direito.

Em nota, os defensores criticaram o que classificaram como “vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados”, apontando que esse tipo de prática seria um “truque sórdido”.

 A defesa também afirmou que tribunais, com magistrados experientes e ritos consolidados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por julgamentos públicos baseados em “opiniões inflamadas”. Os advogados pediram serenidade e respeito ao devido processo legal.

Entenda o caso

A suposta importunação sexual teria ocorrido durante o recesso forense, quando o ministro recebeu uma família de amigos em sua casa de praia, em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.

 De acordo com o relato, a filha do casal, que chamava o magistrado de tio, afirmou que Buzzi tentou agarrá-la à força enquanto estavam no mar. A jovem, acompanhada dos pais, registrou boletim de ocorrência na polícia em São Paulo.

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