Justiça
A defesa do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), alvo de denúncia de suposta importunação sexual contra uma estudante de 18 anos, afirmou que a “tentativa de julgar e condenar” o magistrado antes da abertura formal de uma investigação representa um “inaceitável retrocesso civilizacional”.
Segundo os advogados João Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, que atuam no caso, o ambiente criado a partir da divulgação das acusações viola garantias básicas do Estado de Direito.
Em nota, os defensores criticaram o que classificaram como “vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados”, apontando que esse tipo de prática seria um “truque sórdido”.
A defesa também afirmou que tribunais, com magistrados experientes e ritos consolidados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por julgamentos públicos baseados em “opiniões inflamadas”. Os advogados pediram serenidade e respeito ao devido processo legal.
A suposta importunação sexual teria ocorrido durante o recesso forense, quando o ministro recebeu uma família de amigos em sua casa de praia, em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.
De acordo com o relato, a filha do casal, que chamava o magistrado de tio, afirmou que Buzzi tentou agarrá-la à força enquanto estavam no mar. A jovem, acompanhada dos pais, registrou boletim de ocorrência na polícia em São Paulo.
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