Justiça
por Héber Araújo
Publicado em 06/02/2026, às 22h09
Detalhes do depoimento da jovem de 18 anos que denúnciou o assédio sexual do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, foram revelados pela Polícia Civil de São Paulo. Segundo o depoimento da jovem, o magistrado teria passado a mão nas nádegas dela.
Além disso, segundo afirmou, ela teria sentido o órgão genital dele sendo pressionado contra ela. O crime ocorreu em Balneário Camburiú (SC), em 9 de janeiro deste ano, onde a vítima estava há dois dias hospedada, junto dos pais, em uma casa do ministro, próximo a praia do Estaleiro.
Segundo relato, no momento da agressão, os dois estavam sozinhos. Buzzi teria convidado a vítima para ir a uma praia próxima que era “mais tranquila”. Apesar de achar estranho o convite, ela o acompanhou e entrou no mar com ele.
“Marco a puxou pelo braço e a virou de costas para si e pressionou o quadril e nádegas da declarante contra o seu pênis e a afirmou que a achava ‘muito bonita’. Quando tentou se desvencilhar, Marco a puxou de volta contra si e passou a mão em suas nádegas. Em ambas as ocasiões, a declarante pôde sentir o pênis de Marco. A declarante se afastou de Marco, que tentou puxá-la mais algumas vezes para perto de si, porém sem sucesso”, diz o relatório da polícia.
Após a agressão, a vítima deixou a praia e foi direto para a casa onde estava hospedada. Ao chegar, relatou o ocorrido aos pais, que decidiram tirar a menina do local e voltar imediatamente a São Paulo.
A menina ainda relatou conhecer a muito tempo o ministro e o tê-ló como uma figura paterna, próximo de um avô. O magistrado negou as acusações.
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