Justiça
Publicado em 14/10/2024, às 07h45 Publicado por Vagner Ferreira
O documentário ‘Volta, Priscila’, lançado em setembro deste ano pelo canal de streaming Disney+, trouxe aos holofotes o caso do desaparecimento de Priscila Belfort, que aconteceu no dia 9 de janeiro de 2004, aos 29 anos, após ela sair para almoçar.
Mesmo após 20 anos, prazo estipulado pela legislação brasileira para responsabilizar acusados por prática de crimes, o motivo do sumiço ainda é desconhecido. O irmão da vítima, o lutador de MMA Vitor Belfort, aproveitou o espaço na mídia, na época, para mobilização geral em busca de mais conhecimentos sobre o caso.
De acordo com informações do Jornal O Globo, diversas denúncias foram feitas através do Disk Denúncia, mas nenhuma foi eficaz em relação ao processo. A polícia acredita no pressuposto de que Priscila foi sequestrada e morta por traficantes do Rio de Janeiro. A reportagem aponta que o surgimento da produção documental pode dar espaço para que outras pessoas possam revelar informações sem o receio de se responsabilizar judicialmente.
Ao longo dos anos, várias hipóteses surgiram sobre o que poderia ter acontecido, como uma versão divulgada pelo Linha Direta, 40 dias depois, com o relato de uma mulher ao Ministério Público, que disse ter feito parte do grupo que sequestrou, estuprou e matou a vítima devido a dívida relacionada ao tráfico de drogas.
O doutor em Direito Processual e professor da Faculdade Santo Agostinho de Sete Lagoas e da PUC Minas, Igor Soares, explica que as investigações podem continuar e estimular novas informações sobre os fatos, além de trazer novas provas. A família segue em busca de informações.
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