Justiça

Corredor que perdeu a perna após ser atropelado por filho de vereadora cobra indenização: 'não recebi nada deles'

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Segunda audiência de acusado de atropelar atleta Emerson Pinheiro acontece nesta quinta-feira (9)  |   Bnews - Divulgação BNews
Cibele Gentil e Rafaela Kalil

por Cibele Gentil e Rafaela Kalil

Publicado em 09/07/2026, às 09h05 - Atualizado às 09h51



A segunda audiência de instrução do processo criminal sobre o caso do atropelamento do corredor Emerson Pinheiro, atropelado pelo filho de uma vereadora, em Salvador, acontece nesta quinta-feira (9). A expectativa para esta audiência é ouvir o réu Cleydson Cardoso, que deve se apresentar perante o juiz no Fórum Criminal de Sussuarana.

O processo apura a responsabilidade de Cleydson Cardoso, filho da vereadora Débora Santana, acusado de tentativa de homicídio com dolo eventual após atingir o atleta na orla da Pituba, em agosto de 2025. Devido ao atropelamento, Emerson teve uma das pernas amputadas.

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Sem apoio

A equipe de reportagem do BNews conversou com a vítima momentos antes do início da audiência. Emerson contou que desde janeiro está sem a ajuda financeira ou outro tipo de apoio por parte do acusado. Ele contou também que, no ultimo dia 22 ele passou por uma nova cirurgia no joelho, por conta do atropelamento. “Ninguém me procurou para saber como eu estava, se precisava de algo, de alguma medicação”, disse.

Na primeira audiência, realizada, ficou determinado que o réu deveria fornecer uma ajuda mensal de R$3 mil a Emerson. No entanto, os valores não teriam sido pagos. “De janeiro até hoje, não recebi nenhuma ajuda mensal deles e também ninguém me procura. Se não fosse minha família, estaria sozinho”, desabafou a vítima do atropelamento.

Reabilitação e retorno aos estudos e ao esporte

“Eu pretendo voltar à vida, voltar a andar, voltar a trabalhar e voltar à faculdade”, disse Emerson. Atualmente o atleta continua em recuperação após passar por cirurgias devido aos ferimentos e a amputação da perna.

Ele ainda falou tem passado por fisioterapia e que aguarda pelo recebimento das próteses para poder retomar suas atividades com mais mobilidade. “Só com uma perna eu não posso ter a mesma mobilidade que tinha antes”, falou.  Além da pensão mensal, a Justiça já havia determinado que a vereadora e o filho custeiem moradia adaptada e arquem com duas próteses, sendo uma de uso diário e outra esportiva.

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