Justiça

Defesa de Marco Buzzi se manifesta após ministro do STJ ser afastado por unanimidade

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Marco Buzzi foi acusado por suas mulheres de importunação sexual  |   Bnews - Divulgação Divulgação / STJ
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 10/02/2026, às 15h43



Os advogados de defesa do ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, se manifestaram, nesta terça-feira (10), contra o afastamento cautelar do magistrado. A decisão de afastamento ocorreu após a segunda denúncia e assédio sexual feita contra o magistrado.

Em nota divulgada à imprensa, a defesa apontou uma "respeitosa irresignação" contra a decisão, tomada após os ministros do STJ se reunirem para tratar da situação. Nesta data, Buzzi voltou a negar ambas as acusações de assédio.

“Forma-se um arriscado precedente de afastamento de magistrado antes do crivo do pleno contraditório”, disse a defesa em comunicado. A defesa ainda questionou a decisão, visto que o ministro já se encontra afastado devido uma condição médica.

“Sustenta-se a desnecessidade da medida, sobretudo diante da inexistência de risco concreto à higidez procedimental da investigação e também porque o ministro já se encontra afastado para tratamento médico”, completou.

A decisão de afastamento foi tomada de forma unânime pelo pleno do STJ, no âmbito da sindicância instaurada para apurar as denúncias contra o magistrado. O afastamento ocorre após o ministro apresentar atestados médicos assinados por uma psiquiatra, sobre a necessidade de afastamento por, no mínimo 90 dias, para ajuste medicamentoso.

Ainda no parecer, foi apontado que Buzzi possui condições cardíacas que precisam de cuidados. 

Leia a nota dos advogados na íntegra: 

"A defesa do ministro Marco Buzzi manifesta respeitosa irresignação com o afastamento cautelar determinado em sede de sindicância administrativa.

Sustenta-se a desnecessidade da medida, sobretudo diante da inexistência de risco concreto à higidez procedimental da investigação e também porque o ministro já se encontra afastado para tratamento médico.

Forma-se um arriscado precedente de afastamento de magistrado antes do crivo do pleno contraditório.

Aponta, por fim, que já estão sendo colhidas as contraprovas que permitirão, ao fim, a análise serena e racional dos fatos"

Classificação Indicativa: Livre

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