Justiça

Delegado se despede e deixa cidade após prisão de advogada: “Permaneçam firmes”

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Christian Zilmon se despede da equipe após repercussão de sua atuação na prisão da advogada Áricka Cunha, gerando críticas sobre abuso de autoridade  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Instagram e Reprodução/TV Anhanguer
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 23/04/2026, às 19h48



O delegado Christian Zilmon, que esteve no centro de um dos casos mais comentados dos últimos dias, anunciou sua transferência e publicou um vídeo de despedida nas redes sociais. A saída acontece após a repercussão da prisão da advogada Áricka Cunha, realizada dentro do próprio escritório e que gerou críticas e questionamentos sobre abuso de autoridade.

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Em tom emocionado, o delegado agradeceu à equipe e à comunidade de Cocalzinho, onde atuava, e afirmou que o sentimento não era pela mudança de cidade, mas pelo vínculo criado com as pessoas. “Permaneçam firmes”, disse ele, ao se despedir.

A transferência marca o fim de um ciclo em meio à pressão gerada pelo caso, que rapidamente ganhou projeção nacional e levantou debates sobre os limites da atuação policial e o respeito às prerrogativas da advocacia.

Entenda o caso

A polêmica começou após a circulação de um vídeo que mostra o momento em que a advogada Áricka Cunha é presa dentro do próprio escritório, em Pirenópolis, na última semana. Nas imagens, o delegado ordena que ela se levante e anuncia a prisão em flagrante por difamação, relacionada a publicações feitas nas redes sociais.

Durante a abordagem, a advogada reage, contesta a legalidade da ação e acusa o delegado de abuso de autoridade. “Isso é censura”, afirmou, ao dizer que acionaria a OAB. O momento ficou ainda mais tenso quando houve menção ao uso de algemas, o que ela também contestou.

Após ser levada à delegacia, Áricka foi liberada. A repercussão foi imediata e levou a Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás a pedir a apuração do caso, classificando a prisão como arbitrária.

Decisão judicial e pressão

O episódio teve novos desdobramentos quando a Justiça determinou que o delegado não pode mais conduzir procedimentos envolvendo a advogada, especialmente em situações em que ele próprio aparece como parte interessada.

A decisão considerou que há conflito de atuação, já que o delegado figurava como suposta vítima no caso que investigava. O entendimento foi de que isso compromete a imparcialidade necessária na condução do processo.

Além disso, a OAB e outras entidades passaram a acompanhar o caso de perto, apontando possíveis violações de direitos e reforçando a necessidade de apuração rigorosa.

Veja o pronunciamento:

@law.letter O delegado Christian Zilmon, responsável pela prisão da advogada em Cocalzinho, anunciou sua transferência e publicou um vídeo de despedida para a equipe policial e para a comunidade local. Emocionado, ele agradeceu o apoio recebido e explicou que o choro não é pela saída, mas pelo carinho das pessoas e pelos amigos que deixa na região. "Permaneçam firmes", disse o delegado. A transferência encerra um ciclo marcado por uma operação que gerou debate sobre a condução de prisões em flagrante e os limites de atuação policial no caso que ficou conhecido nacionalmente. Acompanhe essa e outras atualizações na LawLetter. Assine gratuitamente nossa newsletter e ouça o podcast. Link na bio. #lawletter #fyp ♬ som original - Lawletter

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