Justiça

Deolane Bezerra é denunciada pelo MP por envolvimento com lavagem de dinheiro do PCC

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Influenciadora Deolane Bezerra está presa em um presídio no interior de São Paulo  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Instagram
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 10/06/2026, às 19h46



O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ofereceu denúncia contra a influenciadora e advogada Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa investigado na Operação Vérnix. As informações são da CNN. 

A investigação teve início em 2019 dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, onde foram identificadas atuações de lavagem de dinheiro coordenadas pelo PCC. De acordo com as investigações, Deolane tinha estreitos vínculos pessoais e negociais com um dos gestores fantasmas da transportadora investigada.

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A denúncia do MP foi apresentada à justiça nesta quarta-feira (10). Além de Marcola e Deolane, também foram denunciados Alejandro Camacho ("Marcolinha"), Everton de Souza, Leonardo Camacho e Paloma Camacho, os dois sobrinhos do chefe do PCC.

Se a denúncia for aceita pela Justiça,  Deolane, Marcola e seus familiares vão virar réus e responderão pelos crimes a eles imputados. Um pedido de revogação da prisão de Deolane foi negado pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por unanimidade, onde pedia que a advogada cumprisse prisão domiciliar.

Deolane está presa na penitenciária feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Já Marcola está preso desde 2019 na Penitenciária Federal em Brasília.

Em nota, os advogados de Deolane disseram que não tiveram acesso à acusação feita pelo MP. "A defesa de Deolane Bezerra, patrocinada pelos advogados Aury Lopes Jr., Josimary Rocha, Rogério Nunes e Luiz Ricardo Imparato, lamenta a divulgação antecipada da denúncia na imprensa. A defesa ainda não teve acesso a acusação e tão logo for citada, apresentará a devida resposta, reafirmando que Deolane não faz parte de nenhuma organização criminosa e tampouco cometeu qualquer crime, o que será provado ao longo do processo". 

Os advogados de Marcola também se pronunciaram sobre a denúncia e diz que o criminoso está preso em uma unidade de segurança máxima, por isso não tem contato com o mundo externo e não tem qualquer relação com os fatos mencionados pela denúncia.

Confira na íntegra:

"Bruno Ferullo, advogado de Marco Willians Herbas Camacho, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, vem a público informar que o Ministério Público do Estado de São Paulo apresentou, na presente data, denúncia em desfavor de seus constituintes no contexto da denominada Operação Vérnix, atribuindo-lhes, em tese, a prática dos delitos previstos no artigo 2.º da Lei n.º 12.850/2013 (organização criminosa) e no artigo 1.º da Lei n.º 9.613/1998 (lavagem de capitais).

A Defesa reitera que Marco Willians Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior encontram-se custodiados em estabelecimento penal federal de segurança máxima desde fevereiro de 2019, submetidos a severas restrições de contato e comunicação, o que, por si só, torna inviável qualquer participação nos fatos investigados e evidencia o equívoco da acusação.

Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho também refutam integralmente as imputações formuladas. A Defesa destaca que o mero vínculo familiar com os demais denunciados não pode ser confundido com participação criminosa, sendo inaceitável que a simples proximidade afetiva sirva de fundamento para uma acusação desta magnitude.

Quanto aos elementos de natureza patrimonial e financeira mencionados na denúncia, a Defesa esclarece que eles serão devidamente contextualizados no decorrer da instrução processual, oportunidade em que serão apresentados os esclarecimentos e as provas pertinentes acerca da origem e da regularidade das operações apontadas pela acusação. A Defesa, diante da acusação apresentada, adotará todas as medidas processuais cabíveis para demonstrar a fragilidade da narrativa acusatória e a improcedência das imputações atribuídas aos seus constituintes, confiando que, ao final da regular instrução processual, a verdade dos fatos será devidamente reconhecida pelo Poder Judiciário". 

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